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Em nota, Wagner diz que decisão da Câmara é uma ameaça a democracia

18 de Abril de 2016 - Maíra Lima

Wagner disse que os deputados fecharam os olhos para as melhorias feitas pelo governo nos últimos 12 anos.

jaques wagner

O ministro Chefe de Gabinete, Jaques Wagner.

O ministro chefe do gabinete da presidente Dilma Rousseff (PT), Jaques Wagner, disse através de nota, na noite deste domingo, 17,  que a abertura do processo de impeachment da petista ameaça "interromper 30 anos de democracia". No texto, o ministro ressaltou que o processo é um '"retrocesso" e uma "página triste virada pelos deputados". “Digo que é um retrocesso porque se trata de um impeachment orquestrado por uma oposição que não aceitou a derrota nas últimas eleições, e que não deixou a presidenta governar, boicotando suas iniciativas e a retomada do desenvolvimento do país" falou. Wagner disse ainda que os deputados fecharam os olhos para as melhorias dos últimos 12 anos, aos avanços, à inclusão social, índices históricos de crescimento econômico e à redução da pobreza. Confira o texto na íntegra da nota: Foi um retrocesso a instauração de processo de impeachment contra a Presidente da República, Dilma Rousseff, eleita por 54 milhões de votos e sem nenhum processo e crime de responsabilidade. De modo que a decisão da Câmara dos Deputados ameaça interromper 30 anos de democracia no país. Caberá ao Senado processar e julgar a presidente Dilma, que continua no cargo até o final do julgamento. Confiamos nos senadores e esperamos que seja dada maior possibilidade para que ela apresente sua defesa, e que lhe seja aplicada justiça. Acreditamos que o Senado, que representa a federação, possa observar com mais nitidez as acusações contra a presidenta, uma vez que atingem também alguns governadores de estado. Foi uma página triste virada pelos deputados que concordaram com argumentos frágeis e sem sustentação jurídica do relatório do deputado Jovair Arantes. Digo que é um retrocesso porque se trata de um impeachment orquestrado por uma oposição que não aceitou a derrota nas últimas eleições, e que não deixou a presidenta governar, boicotando suas iniciativas e a retomada do desenvolvimento do país. Os deputados fecharam os olhos às melhorias dos últimos 12 anos, aos avanços, à inclusão social, índices históricos de crescimento econômico e à redução da pobreza.

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