Salvador terá seis unidades de acolhimento para pessoas em situações de rua
01 de Abril de 2019 - Redação Pernambués agora
Não se sabe quantas e qual o perfil das pessoas que moram nas ruas de Salvador
A certeza, no entanto, é de que são muitas as que vivem em situação de total vulnerabilidade, de acordo com a Secretaria de Promoção Social e Combate à Pobreza (Semps). O acolhimento a este público que, em muitos casos, vive sob reação de substâncias psicoativas, motivou a prefeitura a criar uma rede de apoio e resgate.
Lançado pelo prefeito ACM Neto na manhã desta segunda-feira (1º), no Palácio Thomé de Souza, o projeto, que ainda não tem nome definido, busca parceiros - grupos ou ONGs - que já tenham entendimento de como vivem estas pessoas e quais são suas maiores fragilidades. A previsão é de que seis unidades de acolhimentos a moradores de rua sejam criadas, em localidades distintas da capital. Entidades de Salvador podem se inscrever no edital, que será lançado nesta terça-feira (2).
Os equipamentos, que vão dispor de atendimento médico, psicológico e social, deverão ficar pronto ainda este ano. Eles vão atender a um total de 210 pessoas, sendo 35 por unidade, de acordo com o secretário da Semps, Leonardo Prates.
O prefeito ACM Neto explicou que um senso, que vai ser realizado em conjunto com o Projeto Axé - um dos pioneiros em ações sociais da cidade -, deve dar uma ideia mais clara do perfil dos moradores de rua da capital baiana. Sejam eles dependentes químicos ou não, ACM Neto afirmou que o problema será tratado sob uma perspectiva clínica, econômica e social.
Também estiveram no lançamento o vice-prefeito e secretário de Infraestrutura e Obras Públicas (Seinfra), Bruno Reis; a subsecretária da Saúde (SMS), Lucimar Rocha e representantes de entidades sociais.
O Projeto Axé já tem um indicativo de qual seja esse público. Seu presidente e fundador, Césare de Florio La Reocca, disse que o primeiro segmento de pesquisa, finalizado no meio de 2018, indicou que 17 mil pessoas sobrevivem nas ruas da capital.
Por meio das cerca de 1800 entrevistas realizadas nas ruas, o Axé identificou que o morador de rua mais novo tem 9 e, o mais velho, 91 anos. A maior parte delas é de homens, adiantou Césare. Segundo ele, o resultado foi apresentado à prefeitura, que solicitou pesquisas mais específicas, para que um perfil dessas pessoas seja traçado.
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