Bahia

Homenagem à Alaíde do Feijão marca o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha em Salvador

25 de Julho de 2022 - Redação Pernambués agora
[Homenagem à Alaíde do Feijão marca o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha em Salvador]

Em Salvador, o dia 25 de Julho será marcado por homenagens e marcha dos 30 anos desde que o movimento de mulheres negras da América Latina e Caribe declarou a data como o Dia Internacional da Mulher Negra Latino Americana e Caribenha

A homenagem para Alaide do Feijão acontece às 18h, na rua que leva o nome da matriarca, na antiga Rua da Laranjeiras, no Pelourinho. O evento tem como um dos organizadores o ‘Mandato da gente’, do vereador e pré-candidato a deputado estadual, Luiz Carlos Suíca (PT). “Uma data em que não só se discute sobre o papel da mulher, mas que trata de questões como o racismo, machismo, desigualdade social, pobreza, violência, entre outros. E Alaide do Feijão foi uma mulher negra, que contribuiu muito em questões sociais e políticas da nossa cidade”, aponta o parlamentar. 

A antiga Rua das Laranjeiras passou a se chamar Rua Alaíde do Feijão a partir projeto aprovado e sancionado, de autoria de Suíca para homenagear umas das melhores cozinheiras de Salvador. Ainda no mesmo dia acontece a marcha Marcha das Mulheres Negras no Poder, que integra a programação da 10ª edição do Julho das Pretas – ‘Mulheres Negras no Poder, construindo o Bem Viver!’. A concentração para a marcha será a partir das 14h na Praça da Piedade, com saída às 15h30 em direção à Praça Terreiro de Jesus, no Centro Histórico, onde ocorrerá o festival. O evento contará com as apresentações de: Samba Ohana, Matilde Charles, Iane Gonzaga, Amanda Rosa e Rebeca Tárique.

No dia 25 de julho é celebrado o Dia Internacional da Mulher Negra Latino Americana e Caribenha. No Brasil, a data homenageia a líder quilambola Tereza de Benguela, que se tornou rainha, resistindo bravamente à escravidão por duas décadas. A data traz à luz a luta da mulher contra o feminicídio, as reformas que destroem os direitos, principalmente, das mulheres negras e por reparações à comunidade negra. O movimento iniciou em 1992, quando um grupo de mulheres Afro-latino-americanas e Afro-caribenhas se reuniu em um evento que surgiu com o intuito de dar visibilidade à luta das mulheres negras não só contra o racismo, mas contra a opressão de gênero e exploração.

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