Bahia registra mais de 170 mil acidentes com animais peçonhentos em cinco anos
18 de Agosto de 2026 - Redação Pernambués agora
Foto aprimorada com uso de IA (Gemini): Jailton Farias/Giro Ipiaú
A Bahia contabilizou mais de 170 mil notificações de acidentes envolvendo animais peçonhentos entre 2021 e julho de 2026. Os dados fazem parte de um levantamento baseado no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), do Ministério da Saúde.
Dentro desse total estão ocorrências provocadas por diferentes animais, como serpentes, escorpiões e aranhas. Por isso, registros sem a identificação do tipo de serpente não devem ser automaticamente classificados como picadas de cobra.
Feira de Santana aparece na liderança estadual considerando o conjunto de notificações analisadas. Vitória da Conquista ocupa a segunda colocação.
O levantamento também indica que o número de ocorrências não possui relação direta com a população de cada município. Apenas três das dez cidades mais populosas da Bahia aparecem entre aquelas com maior quantidade de registros.
Ipiaú, por exemplo, ocupa a décima posição estadual, com 1.824 notificações durante o período analisado.
*Jararacas concentram acidentes identificados com serpentes*
Entre os casos classificados especificamente como acidentes ofídicos e nos quais o gênero da serpente foi identificado, o grupo Bothrops apresentou o maior número de registros.
O gênero inclui serpentes como jararacas, caissacas, cotiaras e urutus. Ao todo, foram contabilizadas 10.838 ocorrências na Bahia.
As serpentes do gênero Crotalus, conhecidas popularmente como cascavéis, aparecem na sequência, com 1.331 notificações.
As cobras-corais verdadeiras, pertencentes ao gênero Micrurus, foram responsáveis por 305 acidentes.
Os casos mais raros envolveram serpentes do gênero Lachesis, grupo das surucucus, encontradas principalmente em regiões de floresta tropical. Foram registrados 97 acidentes dessa categoria.
Em caso de picada, a orientação é procurar atendimento médico imediatamente. Não se deve fazer torniquetes, cortar o local, sugar o veneno ou aplicar substâncias caseiras sobre o ferimento.
Quando for possível e seguro, uma fotografia do animal pode ajudar na identificação. A vítima, entretanto, não deve tentar capturar ou matar a serpente, pois isso aumenta o risco de um novo acidente.
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