Dívida pública pode alcançar até R$4,3 trilhões em 2019
28 de Janeiro de 2019 - Agência Brasil
O resultado do ano ficou dentro do previsto no Plano Anual de Financiamento (PAF) de 2018, cujo intervalo ia de R$ 3,780 trilhões a R$ 3,980 trilhões
O estoque da dívida pública federal (DPF) encerrou 2018 em R$ 3,877 trilhões ante R$ 3,559 trilhões em dezembro de 2017. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira, 28, pelo Tesouro Nacional. O valor representa uma alta de 1,32% de novembro para dezembro.
Em 2018, foi registrado um resgate líquido de R$ 23,148 bilhões, enquanto o impacto de juros somou R$ 342,670 bilhões. Em dezembro, a correção de juros no estoque da DPF foi de R$ 22,15 bilhões. Já as emissões de papéis totalizaram R$ 32,009 bilhões, enquanto os resgates chegaram a R$ 3,830 bilhões, o que representou uma emissão líquida de R$ 22,178 bilhões.
A DPF inclui a dívida interna e externa. A Dívida Pública Mobiliária Federal interna (DPMFi) subiu 1,33% em dezembro e fechou o ano passado em R$ 3,728 trilhões, ante R$ 3,435 trilhões em dezembro de 2017.
Já a Dívida Pública Federal externa (DPFe) ficou 0,84% maior em dezembro, somando R$ 148,20 bilhões em 2018. No ano o endividamento externo aumentou - havia encerrado 2017 em R$ 123,79 bilhões.
Tesouro prevê dívida bruta chegando a 80,6% do PIB em 2022
O Tesouro Nacional também previu que a dívida bruta do governo está numa trajetória crescente e vai atingir o pico em 2022, alcançando 80,6% do Produto Interno Bruto em 2022. Para 2019, a previsão é que o endividamento vai subir de 77,3% para 78,2% do PIB.
As previsões levam em conta uma estimativa de crescimento do PIB de 2,5% em 2019 e 2,4% em 2020. A previsão de inflação (IPCA) usada nas projeções foi de 3,9% em 2019 e 4% em 2020.
Na mensagem do documento, o Tesouro reforçou que é fundamental que haja avanços na agenda de reformas para impactar positivamente os indicadores fiscais e, consequentemente, as condições econômicas do país.
"Esse cenário favorecerá a dinâmica do endividamento, permitindo que se obtenha uma trajetória sustentável", destaca o Tesouro, completando: "As reformas estruturais são urgentes para reverter o crescimento dos gastos obrigatórios."
Para o Tesouro, o ano de 2019 representará mais um passo na consolidação fiscal do governo federal. O órgão defendeu a compreensão da sociedade quanto à importância do equilíbrio das contas públicas.
No PAF, o Tesouro destacou que busca o equilíbrio em sua atuação para evitar "flutuações agudas" de curto prazo que possam afetar o funcionamento do mercado financeiro e reforçou que não vai interferir na tendência de reprecificação de ativos.
Comentários
Outras Notícias
Homem baleado em tentativa de assalto recebe tratamento experimental com polilaminina na Bahia
10 de Março de 2026Foto: Stephanie Venâncio
Bahia registra mais de 1,4 mil casos de meningite desde 2020 e aparece entre os estados com mais ocorrências no Nordeste
10 de Março de 2026Foto: Valter Campanato / Agência Brasil
Obras do VLT provocam mudanças no trânsito e em linhas de ônibus na Avenida Jequitaia, em Salvador
10 de Março de 2026Foto: Divulgação / CTB
Lula sanciona lei que reforça proteção legal no crime de estupro de vulnerável
10 de Março de 2026Foto: Marcelo Camargo / EBC
Morte encefálica: entenda o que é e quais etapas são necessárias para confirmar o diagnóstico
09 de Março de 2026Foto: Reprodução / Shutterstock
Brasil registra 136 casos de mpox em 2026 e doença já aparece em cinco novos estados
09 de Março de 2026Foto: Reprodução / Agência Brasil
Vídeos
Vídeo: Bolsonaro dá chilique em entrevista após TSE decretar sua inelegibilidade por 8 anos
30 de Junho de 2023
Motociclista entra em contramão e bate de frente com outra moto no interior da Bahia; veja o...
28 de Fevereiro de 2023