Tarifas dos EUA podem gerar prejuízo de R$ 1,8 bilhão à Bahia, alerta SEI
17 de Julho de 2025 - Redação Pernambués agora
Foto Ilustrativa: Divulgação / SEI
Um estudo da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI) revela que a nova tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros pode impactar fortemente a economia baiana. A medida, anunciada por Donald Trump e com previsão para entrar em vigor em agosto, pode representar uma perda de até R$ 1,8 bilhão no Produto Interno Bruto (PIB) do estado. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (14).
Especialistas da SEI explicam que os produtos baianos ficarão significativamente mais caros, tornando-os menos competitivos no mercado americano. O resultado seria uma queda nas exportações, redução da produção em diversos setores e consequente impacto no emprego e na renda nos municípios.
A estimativa é de que as exportações da Bahia sofram uma retração de US$ 643,5 milhões — o que representa uma queda de 5,4%. Para contextualizar, o estado exportou US$ 11,9 bilhões em 2024. Se essa perda não for compensada por novos mercados, o impacto no PIB pode alcançar 0,38%.
Armando Castro, diretor de Indicadores e Estatística da SEI, destaca que os EUA representam 8,3% das exportações baianas no primeiro semestre de 2025 e que a medida surge justamente quando as vendas ao país estavam em alta. “A Bahia possui uma pauta comercial ampla com os EUA, o que torna esse impacto ainda mais expressivo”, explicou.
Apesar de a China continuar sendo o principal parceiro comercial desde 2012, os EUA ocupam a terceira posição. Em 2024, representaram 7,4% das exportações do estado; número que cresceu em 2025.
Entre os setores mais afetados estão papel e celulose (25,3% das exportações para os EUA), químicos e petroquímicos (23,5%), borracha (11,8%) e metalurgia (8,2%). No total, esses segmentos correspondem a 89% das vendas baianas para o mercado americano. A projeção é de queda de até 13,2% nas exportações de produtos básicos e 85,7% nos industrializados.
Cerca de 210 mil empregos formais podem estar em risco, principalmente nos setores de petroquímica, que sozinho emprega 81 mil pessoas.
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