Secretários denunciam problemas na habitação em Camaçari e Simões Filho
13 de Setembro de 2017 - Gessica Lopes
Na manhã desta quarta-feira (13), a secretária de Infraestrutura e Habitação de Camaçari, Joselene Cardim, e o secretário de Habitação de Simões Filho, João Contador, estiveram no programa Bahia no Ar, e durante entrevista para o radialista Roque Santos, fizeram esclarecimentos da situação da habitação nas regiões.
Sobre o programa Minha Casa, Minha Vida em Camaçari, a secretária Cardim informa que existiam 1.027 casas em fase de conclusão. A construtora concluiu as obras, porém, ao assumir a pasta, foram descobertos problemas. “A água fornecida não era de qualidade. Verificamos com a Embasa e temos tido constantes reuniões na Caixa sobre essas unidades. Em Camaçari, não deveriam ter problemas com habilitação. Estou junto com Elinaldo em busca de garantir a moradia para aqueles que realmente precisam. Não depende só da prefeitura. Mas vamos dar prioridade às pessoas que estavam na beira do rio, que vão receber os imóveis por indenização”, explicou.
Segundo Joselene, diariamente as pessoas procuram a Secretaria, mas as solicitações são avaliadas com o cuidado para não cometer injustiças. “Existem casas sem ocupação e vamos apurar. Tem pessoas anunciando o imóvel à venda nas redes sociais”, revelou.
Outro problema enfrentado são as obras irregulares, de acordo com Cardim, os moradores estão fazendo “puxadinhos”, colocando grades. “Vamos comunicar à Caixa para apurar essas irregularidades junto ao Governo Federal”, disse.
“O povo tem que denunciar para a gente investigar e dar o imóvel a quem necessita. As pessoas estão colocando grades, favelizando um condomínio. Muitas pessoas se inscreveram e não foram beneficiados em 2009 e 2010, ao todo foram 12 mil casas e 25 mil inscritos. Peço aos moradores que denunciem imóveis fechados para quem realmente precisa receber a moradia”, finalizou.
Em Simões Filho, a situação do Minha Casa, Minha Vida não é diferente. O secretário João Contador, afirmou que a procura é muito grande pela moradia popular. “Já entregamos 6.730 unidades do projeto 1 e 2. Nossa preocupação é a ocupação irregular”, disse.
“Hoje em Simões Filho não há nenhum imóvel disponível, mas há casas no conjunto de Pitanguinha que estão vazias, estamos investigando o motivo. O povo está procurando a Secretaria e fazendo denúncias”, esclareceu.
Segundo João Contador, outro problema enfrentado em Simões Filho é o planejamento. Para ele, não há condições necessárias para convivência humana. “Não podemos ter um condomínio sem creche, sem UPA, sem segurança. É preciso tudo isso no raio da região do condomínio. Estamos buscando alternativas para minimizar a situação”, explicou.
“A Caixa tem um ano para fazer o trabalho social no condomínio. Temos 6 milhões para investir no trabalho social. Estamos ordenando a casa pois deixaram um abacaxi para gente descascar. Existem quadrilhas vendendo facilidades em Simões Filho e prometendo chaves estipulando valores, isso prejudica nosso trabalho”, finalizou.
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