Câmara Municipal de Camaçari radicaliza e proíbe acesso do público à sessão
26 de Setembro de 2017 - Wesley Sobrinho
Parecia um dia normal para as dezenas de cidadãos que se dirigiram para a Câmara Municipal de Camaçari na manhã desta terça-feira (26) com a intenção de acompanhar da plateia a 11ª sessão ordinária deliberativa do segundo período legislativo de 2017. Mal imaginavam que seriam impedidos de adentrar, como de costume, na chamada “Casa do Povo”. Surpreendido pela mudança, parte do púbico foi embora fervendo de indignação, enquanto os mais insistentes optaram por acompanhar o debate legislativo pela TV instalada na recepção.
A proibição do acesso do público às cadeiras dispostas diante do plenário, o que confere ao lugar um certo ar de programa de auditório, foi uma das medidas adotadas na misteriosa reunião com portas fechadas que os vereadores promoveram na última quinta-feira (21) com a principal intenção de coibir o clima de baderna crescente percebido nas últimas sessões.
O público, no entanto, se sentiu enganado, já que foi solicitado das pessoas que tinham interesse de assistir à sessão um registro de presença. A recepcionista pediu que cada cidadão apresentasse um documento para que fosse anotado o nome e o número do RG. Os presentes o fizeram e aguardaram a liberação da entrada, o que não aconteceu. Sérgio Roberto, morador do bairro 2 de Julho, reclamou. “Isso é uma falta de respeito. É a primeira vez que venho assistir a sessão e sou barrado. Cadê a democracia?”, indagou.
Silêncio no Plenário – Sem o barulho que ultimamente a plateia vinha promovendo durante as sessões, os vereadores deliberaram sobre os projetos sem interrupções. Como não acontecia a muito tempo, a sessão foi realizada de forma integral, sem suspensões temporárias ou adiamento de etapas.
Alguns vereadores, sabendo que, apensar de falarem diante de cadeiras vazias, estavam sendo assistidos pela população através da TV Câmara e das redes sociais, fizeram referência à sessão de portas fechadas.
O vereador Dentinho (PT), membro da bancada de oposição, declarou que a presença de um público acompanhando os debates faz falta. “Que saudade da plateia. É uma pena que o presidente Oziel fechou as portas”, alfinetou.
O vereador Zé do Pão (PTB), que no momento ocupava a cadeira de presidente, fez questão de prestar um esclarecimento sobre a situação. “Quero lembrar que a realização dessa sessão com as portas fechadas foi um consenso de todos os vereadores. Não foi uma decisão imposta pelo presidente”, declarou.
A única participação prevista na pauta que não aconteceu, justamente por ser uma sessão realizada com as portas fechadas, foi o uso da Tribuna Cidadã pela camaçariense Janete Souza, que pretendia expor a situação do bairro São Vicente.
O público, no entanto, se sentiu enganado, já que foi solicitado das pessoas que tinham interesse de assistir à sessão um registro de presença. A recepcionista pediu que cada cidadão apresentasse um documento para que fosse anotado o nome e o número do RG. Os presentes o fizeram e aguardaram a liberação da entrada, o que não aconteceu. Sérgio Roberto, morador do bairro 2 de Julho, reclamou. “Isso é uma falta de respeito. É a primeira vez que venho assistir a sessão e sou barrado. Cadê a democracia?”, indagou.
Silêncio no Plenário – Sem o barulho que ultimamente a plateia vinha promovendo durante as sessões, os vereadores deliberaram sobre os projetos sem interrupções. Como não acontecia a muito tempo, a sessão foi realizada de forma integral, sem suspensões temporárias ou adiamento de etapas.
Alguns vereadores, sabendo que, apensar de falarem diante de cadeiras vazias, estavam sendo assistidos pela população através da TV Câmara e das redes sociais, fizeram referência à sessão de portas fechadas.
O vereador Dentinho (PT), membro da bancada de oposição, declarou que a presença de um público acompanhando os debates faz falta. “Que saudade da plateia. É uma pena que o presidente Oziel fechou as portas”, alfinetou.
O vereador Zé do Pão (PTB), que no momento ocupava a cadeira de presidente, fez questão de prestar um esclarecimento sobre a situação. “Quero lembrar que a realização dessa sessão com as portas fechadas foi um consenso de todos os vereadores. Não foi uma decisão imposta pelo presidente”, declarou.
A única participação prevista na pauta que não aconteceu, justamente por ser uma sessão realizada com as portas fechadas, foi o uso da Tribuna Cidadã pela camaçariense Janete Souza, que pretendia expor a situação do bairro São Vicente.
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