Pais aguardam há 2 meses liberação de corpo de criança para enterro
20 de Novembro de 2013 - PiatãCorpo da menina foi encontrado no dia 15 de setembro, no sul da Bahia. Segundo DPT de Itabuna, resultado do exame de DNA não está pronto.
Criança desapareceu no dia 19 de agosto, em Almadina
A família de uma menina de seis anos, estuprada e morta na zona rural de Coaraci, no sul da Bahia, está impedida de enterrar o corpo da jovem há dois meses.
O corpo de Andressa dos Santos Ferreira foi encontrado no dia 15 de setembro no rio Almada e ainda não foi liberado pelo Departamento de Polícia Técnica de Itabuna por causa da demora no resultado do exame de DNA. “O sofrimento não vai passar, mas eu queria pelo menos fazer o enterro da minha filha digno, honesto”, disse o pai da criança, André Ferreira
A menina ficou um mês desaparecida até a polícia localizar o corpo. O suspeito pela morte de Andressa foi preso três dias após o corpo ter sido encontrado. O homem, de 28 anos, é primo da vítima e confessou ter matado a garota por vingança. Segundo a polícia, Andressa ficou dez dias em poder dele antes de ser estuprada e morta.
Mesmo após a família ter reconhecido o corpo e do suspeito ter confessado o crime, foi necessário realizar o exame de DNA por causa do estado de decomposição. Segundo os pais da menina, o material foi coletado no dia 16 de setembro e encaminhado para Salvador, mas o resultado ainda não chegou.
A coordenadora regional do DPT de Itabuna informou que o resultado de qualquer exame de DNA chega no mínimo em quatro meses. Ela ainda informou que solicitou agilidade ao laboratório central do Departamento de Polícia Técnica, em Salvador.
O DPT da Bahia informou que o exame de DNA está em processamento e como se trata de uma análise complexa, precisa de um prazo maior para ser concluído. O departamento não informou qual seria esse prazo.
Colegas da escola onde Andressa estudou fizeram uma caminhada pelas ruas de Almadina em protesto na terça-feira (19). "Todo pai, toda mãe quer ver o caso solucionado e para isso enterrar o seu filho, que é muito doloroso", disse Márcia Natividade, uma professora da escola.
Caso
O primo de uma menina de seis anos, que estava sumida há um mês, foi preso e confessou ter estuprado e matado a criança no dia 20 de setembro. Os restos mortais da garota foram encontrados em um rio, na cidade de Coaraci, sul da Bahia, no dia 15 de setembro. A delegada Ana Cristina Soares Cabral, que investigou o caso, afirma que ele foi preso há um dia após cumprimento de mandado de prisão preventiva. "Hoje ele resolveu confessar", diz.
Segundo ela, o suspeito afirmou que estava revoltado com a família e raptou a criança para se vingar. "Ele alega que [familiares] diziam que ele era drogado, traficante, e ele queria se vingar. A intenção era matar [a criança]", retrata a delegada.
A menina foi retirada de casa no dia 19 de agosto. A mãe dela afirmou que a deixou na sala de casa para ir ao quarto e, ao voltar, não achou mais a filha. A família mora em Almadina.
O suspeito começou a ser investigado pela Polícia Civil a partir do relato de testemunhas. "Os familiares espalharam cartazes pela cidade [Almadina] e, com essas fotos, algumas pessoas disseram que tinha visto ele pela cidade no dia do crime", complementou.
Restos mortais
O corpo foi encontrado na tarde de domingo, 15 de setembro, no rio Almada. Na segunda-feira (16), uma equipe da Polícia Civil esteve na zona rural de Coaraci, onde o corpo foi achado. Segundo a polícia, o corpo estava em estado avançado de decomposição, o que impossibilitou sua identificação imediata. Ainda assim, segundo a polícia, a mãe da garota esteve no local e reconheceu a filha pelas roupas que ela estava vestindo. O corpo tinha fiação enrolada no pescoço, o que pode indicar o crime de homicídio.
Desaparecimento
A menina desapareceu de dentro de casa no dia 19 de agosto deste ano. "Ela ficou aqui sentada e eu entrei para o quarto. Quando eu saí, ela não tava mais”, conta Célia dos Santos, mãe da criança. "Quem fez isso pegou por maldade, perversidade, pra querer fazer alguém sofrer e judiar da criança", diz o pai, André Marques.
O caso mobilizou a comunidade de Almadina que fez alguns protestos contra o sumiço da garota. O caso foi acompanhado pelo Conselho Tutelar.
As informações são do Correio.
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