Oposição pede reajuste para servidores baianos e governistas rebatem críticas
15 de Abril de 2013 - Piatã
A aproximação de 2014 e as articulações entre as forças do governo e da oposição convidam cada vez mais os representantes a guerrearem e compararem as realizações dos dois grupos, tendo como munição o tratamento aos servidores públicos estaduais.
Um dos questionamentos explorados pelos oposicionistas na Assembleia Legislativa, nos últimos dias, foi o não envio ainda pela gestão estadual do projeto de reajuste dos funcionários, que teria como data-base 1o de janeiro.
Na defesa do governo na Casa, o líder, deputado Zé Neto (PT), disse ontem à reportagem da Tribuna que, diante do cenário nacional, as contas estão sendo revistas pelo governador Jaques Wagner (PT). O petista desafiou os adversários a mostrarem quem fez mais pela Bahia.
O secretário estadual de Comunicação, Robinson Almeida, também rebateu as críticas ao dizer que a situação está sendo equacionada. Segundo ele, o reajuste será concedido a todas as categorias este ano, mas ainda não há informações sobre o valor. “O governador tem vontade de fazer a reposição integral da inflação, mas depende da arrecadação”, frisou. Ainda não há data de envio da proposta para a Assembleia.
“Eles esqueceram que nos oito anos de seu governo foram apenas 6,4% de reajuste real acima da inflação. No nosso governo, em 06 anos, alcançamos 54,6%”, comparou Zé Neto, em resposta ao deputado Carlos Gaban (DEM), que voltou à Casa demonstrando disposição para apertar o governo. Segundo o democrata, as transferências do Fundo de Participação dos Estados (FPE) para a Bahia cresceram cerca de 10% no primeiro trimestre do ano, o que ajudaria no reajuste ao funcionalismo. “Falta de dinheiro não é, é falta de vontade e de respeito”, disparou.
O líder governista contra- atacou. “Na história dos funcionários públicos deste estado, desafio-o de trazer o resultado de uma categoria do seu governo, em seus últimos oito anos, que teve mais reajuste real do que demos nesses seis anos. Tragam dos seus governos passados algum momento em que a democracia, o respeito pelo cidadão baiano e pelo funcionário público foi o que hoje vivemos”, afirmou.
O petista chamou os deputados da oposição que acusam o governo de não querer dar aumento aos servidores de “desmemoriados e fragilizados pela falta de conteúdo”. Ele frisou que, no caso dos professores, enquanto no Brasil o piso nacional era de R$ 1.440, o da Bahia era de R$ 1.650, disse, exaltando que hoje a categoria tem plano de carreira. Ele citou outras classes, como os delegados. Conforme apresentou, eles tinham o 25º salário do país e hoje estão entre os 10 primeiros salários. “E a ordem é avançar mais”, concluiu. Fonte: Tribuna
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