Fofoca

Neto mata a avó a pauladas e enterra corpo no quintal

01 de Junho de 2011 - Piatã

Uelson Souza Dias, de 29 anos, está preso na delegacia de Itamaraju (distante a 743 km de Salvador) desde a noite do último domingo, 29, após matar a avó, Dalvina Barbosa Lima, 82, no sábado passado, a pauladas e enterrar o corpo no quintal de casa, em uma fazenda a cerca de 40 km de Jucuruçu (a 843

Uelson Souza Dias, de 29 anos, está preso na delegacia de Itamaraju (distante a 743 km de Salvador) desde a noite do último domingo, 29, após matar a avó, Dalvina Barbosa Lima, 82, no sábado passado, a pauladas e enterrar o corpo no quintal de casa, em uma fazenda a cerca de 40 km de Jucuruçu (a 843 km da capital), no extremo sul baiano.

O delegado Jean Nascimento, titular de Itamaraju, cidade vizinha a Jucuruçu, a qual está sem delegacia, se deslocou nesta terça-feira, 31, ao local do crime com o objetivo de ouvir familiares da vítima.

“Pelo que estamos sabendo até o momento, o rapaz tem doença mental e tentava a aposentadoria junto ao Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS).

Vamos ver com os familiares mais detalhes desta história”, declarou o delegado.

Em depoimento, Uelson teria dito aos policiais que cometeu o crime porque a mãe dele, Elen Souza Dias, 50, não se empenhou a conseguir um auxílio doença.

“Familiares dele nos disseram que ele ameaçou matar a senhora, porém nada nos foi passado”, disse o escrivão da delegacia de Itamaraju, Osnilton Pereira Costa.

O rapaz também teria dito à polícia que matou a avó para que os outros familiares ficassem sem a aposentadoria da idosa, que sustentava a família.

O crime foi descoberto por uma irmã do rapaz, que notou a ausência da idosa na casa e desconfiou que as ameaças de morte tinham sido cumpridas pelo rapaz.

Ao dar uma volta na casa, localizada numa fazenda no Córrego Tubatina, de difícil acesso, notou uma terra fofa e acionou a polícia.

Uelson disse a polícia que a avó foi enterrada ainda com vida, quando estava agonizando.

Crimes semelhantes - Motivos fúteis também motivaram crimes semelhantes em Prado, Eunápolis e Itabela, entre o início deste ano e o do ano passado.

Em Prado, no dia 19 de março deste ano, um menino de 13 anos matou um amigo de 12 com golpes de enxada por causa de uma briga envolvendo o empréstimo de DVDs de desenho animado.

O menino enterrou o corpo do colega no quintal de casa e a polícia descobriu o fato após a mãe do agressor ter visto parte do corpo da vítima pra fora da terra, já que o buraco onde foi enterrado era muito raso.

O agressor está apreendido desde a época do fato e cumpre medidas na Comunidade de Atendimento Socioeducativo (Case), em Salvador.

Em 11 de setembro de 2010, o aposentado Petronílio Francisco da Silva, 66, matou em Eunápolis a esposa Renildes Gama dos Santos, 34, e enterrou o corpo no quintal de casa, no bairro Thiago de Melo II, periferia da cidade.

A mulher morreu devido a vários golpes de martelo na cabeça e o motivo do crime foi ciúmes.

O corpo dela foi descoberto dez dias após o crime e o homicida chegou a ir às rádios da cidade para dizer que a esposa estava desaparecida.

Ele confessou o assassinato e está preso.

No município de Itabela, Josequias Conceição dos Santos, 28, matou o pai dele, José Jesus dos Santos, de 78 anos, com golpes de porrete e no dia seguinte ao fato, em 28 de janeiro de 2010, se entregou a polícia.

A motivação do assassinato: discórdia na venda de três portas da marcenaria do idoso.

Para o psicanalista João Apolinário, que há 15 anos estuda a relação entre o sujeito e o crime, fatos como os descritos acima têm um peso maior hoje em dia porque a informação levada pela mídia chega rápido, a todos os lares, estando próximas das pessoas.

“Crimes como esses sempre ocorreram na história antiga”, observou.

Em sua análise, o que diferencia hoje os crimes desse tipo dos de antigamente são as influências externas, como o stress do dia-dia e o uso de drogas.

“Soma-se a isso o desvencilhamento da consciência psíquica, problemas acumulados na infância e que vão se acumulando com os anos; junta com o stress e o uso de entorpecentes e acaba gerando no ser humano um comportamento bestial”, declarou.

* Fonte: CDB

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