Professor faz 'guerra das cadeiras' com alunos durante briga em escola de Jequié
15 de Maio de 2015 - PiatãO professor, que prestou queixa, afirma que pancadaria foi motivada por brincadeiras dos estudantes.Secretaria de Educação vai apurar o caso.

A Secretaria Municipal de Educação de Jequié, localizada na região sudoeste da Bahia, vai abrir um processo administrativo para apurar as causas da briga entre um professor de História e alunos da Educação de Jovens e Adultos (EJA) de uma escola localizada no Loteamento Brasil Novo, no bairro Jequiezinho. Na confusão, professor e alunos "trocam cadeiradas".
O professor envolvido na discussão, Lelito Caictano Lopes, prestou queixa na delegacia, nesta quarta-feira (13), e divulgou nota explicando o caso. "O aluno com quem tive um desentendimento na quinta-feira da semana passada sabia que eu nao gostava dos apelidos", disse. O professor também afirma na nota que conversou com o estudante e explicou que não gostava das brincadeiras, classificadas pelo docente de "desrespeitosas", mas segundo ele, o aluno insistiu em continuar com as piadas.
"Mesmo depois de termos conversado, ele continuou fazendo as brincadeiras de forma mais intensa e trazendo mais um colega para efetuar apelidos e outras coisas mais. No dia 6, ele ficou rindo da minha pessoa e incitou outros a também fazer o mesmo", destacou o professor, afirmando que o episódio foi o estopim para a briga.
"Recebi murros dele e de outro colega que juntos vêm me desrespeitando. A partir dai rolou a pancadaria das duas partes. Pegaram uma cadeira para me espancar e eu peguei outra cadeira para me proteger, em seguida arremessei uma cadeira no aluno que estava me colocando apelidos", afirmou.
A presidente do sindicato dos professores do município, Carolina Morais, afirmou que após a briga o professor foi afastado por 30 dias, por indicação médica. Segundo ela, o docente sofreu escoriações no braço por conta da cadeirada dada por um dos alunos. "Ele fez exame de segurança do trabalho, e o médico decidiu que ele deveria se afastar, porque está muito abalado psicologicamente", disse.
Ainda segundo Carolina, o sindicato está prestando apoio ao professor. Ela também criticou a segurança nas escolas. "Estamos dando todo o acompanhamento a ele. Isso que ocorreu na escola não pode acontecer. As escolas estão vulneráveis. Não há nenhuma segurança, nem para os professores e nem para os alunos. A gente agora está esperando que a Secretaria de Educação tome as medidas cabíveis".
O secretário de Educação de Jequié, João Magno Chaves, informou que requisitou à direção da escola o relatório de ocorrência para apurar o caso e tomar as medidas cabíveis.
"O documento já foi enviado para a secretaria nesta quinta. Agora, vamos abrir um processo administrativo, para apurar o que realmente aconteceu. Depois veremos quais medidas administrativas serão tomadas", destacou.
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