Empresário de Jair Renan, filho de Bolsonaro, é preso por fraude em compra de armas
06 de Janeiro de 2023 - Redação Pernambués agora
Maciel Carvalho, empresário e influenciador digital, de 41 anos, foi preso na manhã desta quinta-feira (5) durante a Operação Falso Coach, deflagrada pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF)
Segundo a coluna Na Mira, do portal Metrópoles, Maciel é empresário e homem de confiança de Jair Renan, filho 04 do presidente Jair Bolsonaro (PL).
Algo principal da Operação, Maciel está sendo investigado pelos crimes de posse, porte e comércio ilegal de armas de fogo. Ele foi preso em Águas Claras, região administrativa do Distrito Federal (DF). Segundo as investigações, o empresário teria usado documentos falsos para comprar um arsenal de armas.
O investigado já deu entrevista ao lado de Jair Renan, se apresentando como advogado, ex-pastor de uma igreja Assembleia de Deus, coach e empreendedor. O influenciador digital acumula mais de 420 mil seguidores nas redes sociais.
De acordo com o portal Metrópoles, Maciel quem registrou uma ocorrência policial após a casa de Jair Renan, no Lago Sul, área nobre do DF, ser pichada por vândalos. Ele também teria sido o responsável por ministrar aulas de tiro para Renan e a sua mãe, Ana Cristina Siqueira Valle.
A PCDF descarta o envolvimento da família Bolsonaro com os crimes investigados na Operação Falso Coach. As equipes cumpriram três mandados de busca e apreensão na manhã desta quinta-feira (5): o primeiro em um imóvel de Águas Claras e outros dois em salas comerciais. Em uma delas, funcionava uma loja de armas, munição e acessórios.
Maciel Carvalho, que é dono da 357 Academia de Tiro, estava em liberdade provisória e usava CPFs falsos para ocultar antecedentes criminais e conseguir o registro de Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC). O empresário usou os documentos falsos para comprar diversas armas de fogo. Ele coleciona registros criminais por falsificação de documentos, estelionato, organização criminosa, peculato, lavagem de dinheiro, corrupção ativa, uso de documento falso e disparo de arma de fogo.
O investigado pode ser condenado a até 19 anos de prisão.
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