Justiça

Ministério Público investiga agressão a casal negro em mercado da Rede Carrefour em Salvador

08 de Maio de 2023 - G1 Bahia
[Ministério Público investiga agressão a casal negro em mercado da Rede Carrefour em Salvador]

O caso foi registrado na sexta-feira (5), depois das vítimas supostamente terem furtado sacos de leite em pó.

FOTO: Arquivo pessoal 

O homem suspeito de agredir um casal negro nas dependências de um dos supermercados Big Bom Preço, em Salvador, não trabalha para a Rede Carrefour, segundo a própria empresa. O caso foi registrado na sexta-feira (5), depois das vítimas supostamente terem furtado sacos de leite em pó.

Nesta segunda-feira (8), o agressor ainda não havia sido encontrado pela Polícia Civil, assim como as vítimas. Nas imagens gravadas pelo próprio agressor, que viralizaram nas redes sociais, é possível ver que ele tem uma tatuagem na mão.

Segundo o vice-presidente de transformação em operação da Rede Carrefour, Marcelo Tardim, essa característica não bate com a de nenhum funcionário da empresa. Mesmo após essa identificação, a demissão da equipe de segurança foi mantida. “As características do agressor não são compatíveis com a de nenhum colaborador próprio, ou terceirizado, que atue em nossa unidade", disse Marcelo. 

"Mesmo assim, nós não podemos aceitar que este ato de violência tenha ocorrido em nossas dependências. Por conta disso, na própria sexta-feira, realizamos o desligamento da liderança e do time de prevenção de perdas da loja, assim como rescindimos o contrato com a empresa terceirizada que fazia segurança na área externa da loja, onde ocorreu a violência", complementou.

Inquérito
A Polícia Civil abriu um para investigar as agressões, depois que a própria Carrefour registrou boletim de ocorrência pela internet. O vídeo mostra um homem e uma mulher sendo xingados e agredidos com tapas no rosto.

Em determinado momento da filmagem, a mulher mostrou sacos de leite em pó em uma mochila, e assumiu o furto, argumentando que precisava dar o leite para a filha. Ainda no vídeo, o casal é coagido a falar os próprios nomes e os nomes das respectivas mães.

O g1 entrou em contato com a Polícia Militar, que informou que não foi chamada para atender a ocorrência. A Rede Carrefour repudiou a situação.

"É inadmissível que qualquer pessoa seja tratada desta maneira. É um crime, com o qual não compactuamos. Estamos buscando o contato das vítimas para nos desculparmos pessoalmente, além oferecer suporte psicológico, médico ou qualquer outro apoio necessário"

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