Política

Hilton Coelho acusa ACM Neto de preparar a privatização da educação em Salvador

22 de Fevereiro de 2016 - Diogenes Matos

Para o vereador, a reorganização na educação gera fechamento de escolas, realocações arbitrárias de alunos e professores, demissão de professores temporários, superlotação de salas já superlotadas.

HiltonCoelho_EducaçãoMunicipal O vereador Hilton Coelho (PSOL) acusou nesta segunda-feira (22), o prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), de iniciar uma espécie de preparação para a privatização da educação na cidade. Tudo isso por conta do fechamento de algumas escolas municipais.  “O fechamento de escolas municipais em Salvador é a terraplanagem do prefeito ACM Neto para uma política educacional muito maior e mais drástica para a educação e que já vem sendo adotada em alguns lugares do Brasil, especialmente nos Estados de São Paulo e Goiás: a chamada reorganização escolar”, disse o vereador, que também é membro da Comissão de Educação da Câmara Municipal. Para Hilton, o que está por trás dos fechamentos de escolas e da proposta de reorganização é o discurso da “qualidade da educação”, que na realidade significa transformar toda a estrutura do sistema público educacional (desde o conteúdo ensinado ao gerenciamento escolar, passando pela contratação da força de trabalho) para a lógica de empresa privada, com a gestão voltada para "resultados".   Para o vereador, as consequências deste processo de reorganização na educação são o fechamento de escolas, realocações arbitrárias de alunos e professores, demissão de professores temporários, superlotação de salas já superlotadas. “É o que vem ocorrendo em São Paulo e outros municípios ou estados que vem colocando em prática essa política neoliberal, importada e imposta aos brasileiros. É o que já está acontecendo em Goiás, onde o princípio constitucional do concurso público está sendo abandonado e a contratação de docentes será feita por estas ‘organizações sociais’, com contratos regidos pela CLT e não pelo estatuto dos servidores. Os contratados serão aqueles escolhidos pela empresa, os ‘amigos do rei’, e não com vagas abertas para toda a sociedade, por meio de concursos. A educação-empresa é, na verdade, um grande negócio”, finalizou.  

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