InCor dá alta a 1º paciente de Covid com pulmão transplantado; analista de sistemas passou por ECMO e ficou 6 meses no hospital
21 de Setembro de 2021 - G1
No primeiro ano de vida do pequeno Heitor, metade desse tempo, seu pai, Henrique Batista do Nascimento, esteve no hospital
Na noite da segunda-feira (20), chegou o dia de voltar para casa. Após ter sido diagnosticado com Covid, aos 31 anos e sem comorbidades, Henrique teve que ser intubado, passou quatro meses em terapia ECMO (Oxigenação por Membrana Extracorpórea) e recebeu um novo pulmão.
O chamado transplante duplo (do pulmão completo) é o último recurso para pacientes que já tiveram o pulmão completamente comprometido pela Covid. O primeiro deste tipo do mundo aconteceu em abril deste ano, no Japão.
O InCor, hospital em São Paulo em que Henrique estava internado, realizou apenas três procedimentos iguais a este, com pacientes de Covid, e Henrique foi o único paciente que resistiu.
"Sem o transplante, ele morreria. O pulmão ficou completamente fibrosado. Fica impossível respirar com esse pulmão", contou o fisioterapeuta respiratório Fábio Rodrigues, que acompanhou a recuperação de Henrique.
A partir de agora, segundo o fisioterapeuta, a reabilitação leva de três a seis meses, e o acompanhamento médico é para o resto da vida.
"Esse período de internação me fez enxergar a vida com mais leveza, mais pé no freio, sabe? Pra mim, ficar esse tempo longe da minha família (esposa e filho) me fez ter forças pra lutar a luta que fosse e foi o que aconteceu", afirmou o analista.
Henrique foi internado com Covid no Hospital das Clínicas em 18 de março e precisou ser intubado em 1º de abril. Com o agravamento do quadro, em 13 de abril foi transferido para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do InCor, para iniciar o tratamento com ECMO, a oxigenação artificial. O analista de sistemas ficou com o aparelho até 20 de agosto, quando recebeu um novo pulmão.
Neste mês, o Profissão Repórter mostrou a recuperação de Henrique e a batalha de outras pessoas que aguardam na fila de um transplante de órgão.
Ao g1, ele contou que tem até viagem programada para o final do ano. "Acho que só de estar de volta, acompanhar o crescimento do meu filho, aproveitar muito mais meu casamento e com certeza viajar. Já temos destino marcado para o final do ano, minha família e eu vamos passar o Natal e o Ano Novo em Gramado [RS]. Eu quero muito viver, aproveitar a vida e amar muito mais o dia em que vivemos, o amanhã pertence a Deus."
A partir de agora, segundo o fisioterapeuta, a reabilitação leva de três a seis meses, e o acompanhamento médico é para o resto da vida.
"Esse período de internação me fez enxergar a vida com mais leveza, mais pé no freio, sabe? Pra mim, ficar esse tempo longe da minha família (esposa e filho) me fez ter forças pra lutar a luta que fosse e foi o que aconteceu", afirmou o analista.
Henrique foi internado com Covid no Hospital das Clínicas em 18 de março e precisou ser intubado em 1º de abril. Com o agravamento do quadro, em 13 de abril foi transferido para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do InCor, para iniciar o tratamento com ECMO, a oxigenação artificial. O analista de sistemas ficou com o aparelho até 20 de agosto, quando recebeu um novo pulmão.
Neste mês, o Profissão Repórter mostrou a recuperação de Henrique e a batalha de outras pessoas que aguardam na fila de um transplante de órgão.
Ao g1, ele contou que tem até viagem programada para o final do ano. "Acho que só de estar de volta, acompanhar o crescimento do meu filho, aproveitar muito mais meu casamento e com certeza viajar. Já temos destino marcado para o final do ano, minha família e eu vamos passar o Natal e o Ano Novo em Gramado [RS]. Eu quero muito viver, aproveitar a vida e amar muito mais o dia em que vivemos, o amanhã pertence a Deus."
Foto: Arquivo pessoal
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