Saúde

Gestores alertam: formação deficiente de médicos eleva riscos aos pacientes e custos na saúde

23 de Janeiro de 2026 - Redação Pernambués agora
[Gestores alertam: formação deficiente de médicos eleva riscos aos pacientes e custos na saúde]

Foto: Agência Brasil

Os resultados da primeira edição do Enamed, exame que avalia a formação médica no país, reacenderam o debate sobre a qualidade dos cursos de Medicina no Brasil. O levantamento apontou que cerca de um terço das graduações avaliadas teve desempenho insatisfatório, cenário que, segundo gestores e especialistas, reflete um problema já percebido na prática hospitalar.
Para representantes do setor de saúde, a formação inadequada de parte dos recém-formados tem impactado diretamente a segurança dos pacientes e gerado desperdício de recursos. Prescrições incorretas, solicitação inadequada de exames e indicação de procedimentos desnecessários são algumas das falhas apontadas.

A situação é ainda mais crítica nos serviços de emergência, onde há grande rotatividade e dificuldade de contratação de profissionais preparados. Hospitais de médio e pequeno porte relatam dificuldades para investir em treinamentos contínuos, o que compromete a qualidade da assistência.

Especialistas destacam que a falta de preparo tem impulsionado o crescimento de cursos de capacitação pós-formação, voltados a suprir lacunas que deveriam ter sido preenchidas durante a graduação. Além disso, aumentaram as denúncias de má prática médica nos conselhos regionais, evidenciando reflexos diretos para a população.

Gestores defendem como caminhos o fortalecimento das residências médicas, a ampliação de certificações hospitalares e a adoção de protocolos rigorosos de qualidade. Para eles, a melhoria do ensino médico passa por investimentos estruturais, acompanhamento contínuo dos estudantes e maior integração entre teoria e prática ao longo da formação.
 

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