Artigos

Governo do estado pode responder no STF por uso de depósitos judiciais

09 de Novembro de 2015 - Maíra Lima

A lei do governo do estado autoriza a utilização de 50% do total de depósitos, metade para precatórios e metade para a previdência.

Rui Costa1.jpg O governo da Bahia aprovou recentemente o uso de depósitos judiciais para equilibrar as contas e corre o risco de ter que responder no Supremo Tribunal Federal (STF) pela manobra. De acordo com um levantamento feito pelo jornal O Globo, oitos estados, dentre eles a Bahia, estão sob a suspeita de uso abusivo desses depósitos. Segundo a publicação, os governadores estariam pegando carona numa lei aprovada pelo Congresso este ano e replicando nos estados regras mais permissivas para obter os recursos de uma conta em poder da Justiça avaliada em R$ 127 bilhões. São depósitos judiciais que, nos últimos meses, diante da crise financeira que assola o país, viraram alvo de uma corrida dos governos para tapar buracos nos orçamentos estaduais de 2015. Os oito estados que aprovaram leis que estão sendo acusadas de driblar a legislação federal e aumentar a transferência de recursos para seus caixas são Minas Gerais, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, onde essas iniciativas já resultaram em transferência de R$ 10,5 bilhões de depósitos judiciais para os cofres estaduais, e Bahia, Ceará, Paraíba, Piauí e Sergipe, que também criaram regras próprias para usar os recursos. Todos os oito estados estão sob a suspeita de uso abusivo desses depósitos. A Procuradoria-Geral da República (PGR), a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e a Associação de Magistrados do Brasil (AMB) acusam os governos no Supremo Tribunal Federal (STF) de extrapolar os limites impostos por lei federal, chegando a permitir que esses recursos, que deveriam ir para o pagamento de precatórios, dívidas que o poder público tem com cidadãos ou empresas por determinação da Justiça, sejam gastos com salários de servidores, cobertura de rombo da Previdência e despesas gerais dos governos estaduais. O governo da Bahia por sua vez, afirmou que não recebeu nenhum recurso em 2015 baseado na lei estadual que trata dos depósitos judiciais. A lei do governo do estado autoriza a utilização de 50% do total de depósitos, metade para precatórios e metade para a previdência. Segundo o governo, esses recursos ficavam nos bancos e a lei cria um fundo com regras para utilização, protegendo o depositário (sem risco de calote) e não apenas dá um alívio imediato de caixa, mas viabiliza um fluxo de recursos (pois os depósitos sempre crescem) para amenizar o déficit previdenciário e a continuidade de pagamento dos precatórios.

Comentários

Outras Notícias

[Suíca mobiliza mais de 300 lideranças em debate sobre eleições de 2026]
Política

Suíca mobiliza mais de 300 lideranças em debate sobre eleições de 2026

14 de Abril de 2026

Encontro reúne representantes sindicais e evangélicos para conscientizar sobre eleições de 2026

[Após repercussão negativa, Aeroporto de Salvador detalha isenções em nova cobrança por tempo de permanência]
Bahia

Após repercussão negativa, Aeroporto de Salvador detalha isenções em nova cobrança por tempo de permanência

14 de Abril de 2026

Foto: Gerado com IA

[Ivete Sangalo surpreende público ao participar de roda de samba em Salvador]
Bahia

Ivete Sangalo surpreende público ao participar de roda de samba em Salvador

14 de Abril de 2026

Foto: Reprodução / Redes Sociais

[Psirico lança clipe de “Jogadinha” com Kannário e reúne grandes nomes do pagode]
Bahia

Psirico lança clipe de “Jogadinha” com Kannário e reúne grandes nomes do pagode

14 de Abril de 2026

Foto: Divulgação

[Sesab firma novo contrato com a Liga Álvaro Bahia para administrar Hospital Estadual da Criança]
Saúde

Sesab firma novo contrato com a Liga Álvaro Bahia para administrar Hospital Estadual da Criança

14 de Abril de 2026

Foto: Caio Brito

[Em uma década, Brasil soma 4,1 mil mortes por câncer de testículo, com maior incidência entre jovens]
Saúde

Em uma década, Brasil soma 4,1 mil mortes por câncer de testículo, com maior incidência entre jovens

13 de Abril de 2026

Foto: Bruno Concha/Secom