Vereadores debatem durante entrevista sobre reforma administrativa em Camaçari
29 de Novembro de 2016 - Maíra LimaEdis debateram sobre o fato da proposta de reforma administrativa ser levada para a votação na Câmara, na legislatura de 2016.
Um dia após o anúncio da reforma administrativa no município de Camaçari, pelo prefeito eleito, Elinaldo Araújo (DEM), os vereadores Teo Ribeiro (PT) e Júnior Borges (DEM) debateram sobre o assunto na manhã desta terça-feira, 29, durante entrevista ao radialista Roque Santos.
Na ocasião, o primeiro entrevistado, Teo Ribeiro, criticou o fato de a reformulação ser levada a Câmara ainda este ano, tendo em vista que a mudança deverá entrar em vigor, na gestão do próximo prefeito, que inicia no mês de janeiro. “Não é natural que se faça reforma administrativa no governo que está saindo. No geral quem faz a reforma administrativa é o governo que está entrando. É isso que acho estranho”, disse.
O edil sugeriu ainda, que os novos vereadores deveriam entrar com uma representação no Ministério Público, com a justificativa que eles que foram eleitos no último pleito, não poderão participar da votação. O petista disse também, que apesar de ainda não ter lido o texto da reforma, se a votação fosse hoje, votaria contra a reformulação.
Durante a entrevista de Teo, o vereador Júnior Borges chegou ao local e rebateu as declarações do colega parlamentar. Segundo Júnior, a cidade vive um momento, onde é preciso tomar “um remédio amargo”, para resolver os problemas e acrescentou que o objetivo da reformulação é enxugar a máquina pública. “Não há recursos. Não temos condições e nem capacidade de oferecer os serviços essenciais a população, por falta de um controle que não foi feito”, disse.
O democrata acrescentou ainda, que a proposta da reforma administrativa apresentada pelo prefeito eleito, tem como principal objetivo economizar recursos, para beneficiar a população. “Nós temos que pensar agora no todo, no macro, pensar na cidade. A cidade sofreu muito ao longo desse tempo e chegamos a uma situação muito ruim. Nós estamos propondo essa reforma não para retaliar e sim para fazer com que Camaçari volte a funcionar”, ressaltou.
Após as declarações de Júnior, Teo voltou a dizer que é preciso se trabalhar com legalidade e enfatizou que em sua opinião existe ilegalidade, porque impede a nova formação da Casa participar da discussão.
Ouça o áudio com a entrevista na íntegra:
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