Política

Representação brasileira no Parlasul aprova acordo Mercosul-União Europeia e votação pode avançar no Congresso

25 de Fevereiro de 2026 - Redação Pernambués agora
[Representação brasileira no Parlasul aprova acordo Mercosul-União Europeia e votação pode avançar no Congresso]

Foto: Reprodução Agência Brasil

A Representação Brasileira no Parlamento do Mercosul (Parlasul) aprovou por unanimidade, nesta terça-feira (24), o acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), já classificou o tema como prioritário e pretende levá-lo à votação no plenário ainda nesta semana.
Para relatar o texto na Câmara dos Deputados, foi indicado o deputado Marcos Pereira (Republicanos-SP). Conforme a Constituição, acordos internacionais precisam ser aprovados pelo Congresso Nacional para que entrem em vigor no país. No caso do tratado com a União Europeia, também será necessária a aprovação pelo Parlamento Europeu.
O parecer aprovado no Parlasul foi elaborado pelo deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP) e reúne mais de quatro mil páginas com diretrizes do acordo entre os dois blocos. O documento foi assinado no Paraguai, em janeiro, como parte do Acordo Provisório de Comércio entre Mercosul e União Europeia.
O tratado prevê a redução ou eliminação de tarifas de importação e exportação entre os blocos, que juntos somam cerca de 718 milhões de pessoas e um Produto Interno Bruto estimado em US$ 22,4 trilhões.
Segundo o relator, o acordo marca uma nova fase de cooperação econômica e estratégica entre os países envolvidos, além de refletir o atual cenário geopolítico internacional. Ele destacou que o contexto de disputas comerciais globais contribuiu para acelerar as negociações, especialmente no continente europeu.
Pelas regras previstas, a União Europeia deverá retirar tarifas sobre cerca de 95% dos produtos do Mercosul, enquanto o bloco sul-americano reduzirá impostos sobre aproximadamente 91% dos bens europeus ao longo de até 15 anos.
Dados da ApexBrasil apontam que o acordo pode ampliar as exportações brasileiras em cerca de US$ 7 bilhões, diversificando as vendas externas. Entre os setores com maior potencial de ganho estão máquinas, equipamentos de transporte, geradores, autopeças, aeronaves e segmentos da indústria química, além de produtos como couro, pedras e lâminas.

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