Após rompimento de barragem, Saúde deve liberar R$ 190 milhões para Minas Gerais
30 de Janeiro de 2019 - Redação Pernambués agora
O governo Federal se comprometeu a permitir um acréscimo de recursos ao governo de Minas Gerais de cerca de R$ 190 milhões neste ano
Segundo a Agência Brasil, a demanda e os acertos foram discutidos em reunião entre o secretário em exercício de Minas, José Farah Júnior, e o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta.
No encontro, o governo de Minas Gerais pediu ao governo federal apoio às políticas de saúde no estado e ao atendimento às vítimas da tragédia de Brumadinho. O secretário Farah Júnior afirmou que o estado está com problemas financeiros, por isso a necessidade da verba adicional. “Estamos com dificuldade de caixa. Viemos aqui pedir ajuda do governo federal para tentar equilibrar as contas, estamos com questões com fornecedores, na aquisição de medicamentos”.
O ministro da Saúde informou que, além do montante adicional, a equipe da pasta estuda formas de antecipar parcelas, em vez do pagamento parcelado mês a mês. Seria uma forma de injeção adicional no início do ano.
O encontro já estava agendado antes do rompimento da barragem da Vale e foi aproveitado para tratar do tema. Na conversa, os integrantes da secretaria estadual solicitaram apoio com um lote adicional de vacinas para além da reserva já disponível, em quantidade ainda a ser avaliada. Também foi requerido auxílio em medidas operacionais, como na compra de medicamentos, uma vez que a administração estadual está tendo dificuldade na aquisição em razão dos atrasos no pagamento de fornecedores.
Além do atendimento inicial às vítimas, há preocupação com impactos do rompimento. O primeiro risco é o de contaminação em função do espraiamento dos rejeitos. Para além das vacinas, equipes de saúde da família serão mobilizadas para levar informações aos cidadãos de Brumadinho e região, como evitar tomar água de rios e poços artesianos próximos, bem como não ingerir peixes e alimentos que possam estar contaminados.
Outra frente destacada pelo secretário é o apoio em termos de saúde emocional aos sobreviventes, feridos e às famílias dos vitimados. Há necessidade de assistência psicológica para lidar com as perdas de entes queridos e eventuais tratamentos de processos como crises de pânico, depressão e quadros semelhantes decorrentes do sofrimento das pessoas envolvidas na tragédia.
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