Casos de chikungunya aumentam 700% em Salvador
14 de Maio de 2020 - Redação Pernambués agora
O bairro de Pernambués é uma das localidades em Salvador, com alto índice de casos da chikungunya
Em tempos de pandemia, com todas as atenções voltadas ao combate do novo coronavírus, outras viroses acabam sendo esquecidas, mas não deixam de aparecer nos prontuários médicos.
Mais de 700%. O número é de assustar, sobretudo, quando se descobre que ele representa o crescimento de casos da chikungunya em Salvador, comparado a 2019. Considerando os casos até o início de maio de 2020, a região entre o Rio Vermelho e a Pituba é a mais afetada. Foram 25 casos da doença registrados no ano passado, contra 281 neste ano - aumento de 1024%.
Considerando toda a capital, o aumento chega a 741,5%, já que os números registram 2188 neste ano contra 260 do ano anterior. Para as demais doenças causadas pelo mosquito aedes aegypti, o aumento também foi expressivo, porém menor se comparado aos da chikungunya. O crescimento registrado foi de 407% para a zika e 169,7% para a dengue.
Para os especialistas, a maior razão para o aumento de casos está ligada aos hábitos do próprio mosquito que, aliados à mudança de hábitos causada nas pessoas pelas medidas de isolamento social, podem ter causado cenário propício. “Estamos tendo um período de muita chuva e calor, o que é propício para a proliferação do mosquito, Além disso, com o foco no coronavírus, as pessoas podem estar perdendo o cuidado com os focos de criação do mosquito’, explica a infectologista Clarissa Ramos.
O bairro de Pernambués também não fica de fora das estatísticas, ultimamente o site Pernambués, vem recebendo denúncias de moradores, sobre o aumento de casos de Chinkungunya. Os moradores estão pedindo o carro conhecido como Fumacê como forma de combate ao mosquito Aedes aegypti, as ações de aplicação de larvicidas e borrifação Ultra Baixo Volume (UBV).
Na última quarta-feira (13), a leitora Leide Lima, registrou o carro Fumacê passando pelas ruas do bairro, garantindo o controle vetorial do inseto transmissor da dengue, zika e febre Chikungunya.
Veja a diferença de sintomas das doenças causadas pelo aedes aegypti:
Dengue: Febre alta e prostração (um cansaço generalizado). A dor é conhecida como quebra-ossos, porque se espalha pelo corpo todo e o paciente não consegue apontar onde está doendo. Vermelhidão no corpo com coceira pode ocorrer, mas a partir do terceiro dia da doença.
Chikungunya: Febre alta. A dor, nesse caso, é súbita, intensa e chega a ser incapacitante, impedindo a pessoa de realizar suas atividades comuns do dia a dia. A dor se concentra nas articulações e pode ocorrer rigidez matinal nas articulações (principalmente mãos). A vermelhidão surge a partir do quarto dia e, diferente das demais, pode causar aftas.
Zika: Vermelhidão e coceira desde o primeiro dia. A febre, quando aparece, é baixa e a dor é mais leve e moderada.
Diferenças para a Covid-19: A principal diferença é que, com o coronavírus, as queixas mais comuns são as respiratórias, que geralmente não ocorrem nos quadros de arboviroses (coriza, congestão nasal, dificuldade de respirar). A confusão pode ocorrer nos quadros de Covid-19 onde predominam queixas gastrointestinais, já que todas as doenças podem causar febre e diarréia, mesmo não sendo sintomas mais comuns.
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