Brasil alcança menor número de casos de malária desde 1978
19 de Agosto de 2026 - Redação Pernambués agora
Foto: Reprodução
O Brasil registrou, em 2025, o menor número de casos de malária em quase cinco décadas. Foram contabilizados 118.037 casos contraídos em território nacional, uma redução de 14,8% em comparação com 2024.
O número de mortes provocadas pela doença também apresentou queda. Os óbitos passaram de 56, em 2024, para 39 no ano seguinte, representando uma redução de 30%. Os registros das formas mais graves da malária diminuíram 30,7% no mesmo período.
Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, os resultados estão relacionados à ampliação do diagnóstico, à maior oferta de testes, ao acesso ao tratamento adequado e à incorporação da tafenoquina ao Sistema Único de Saúde (SUS).
O medicamento, administrado em dose única, foi incluído no SUS em 2023 para pacientes a partir dos 16 anos e com peso igual ou superior a 35 quilos. Até junho de 2026, mais de 33,7 mil pessoas utilizaram a medicação. Desse total, 3.920 tratamentos ocorreram nos Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs).
A tafenoquina atua contra a forma do parasita que pode permanecer no fígado mesmo depois do tratamento inicial. Essa permanência é responsável por provocar novas manifestações da doença, especialmente nos casos causados pelo tipo mais comum do parasita.
Desde março de 2026, o SUS também disponibiliza uma formulação pediátrica para crianças a partir de dois anos e com peso mínimo de dez quilos. Até junho, 1.446 crianças e adolescentes receberam o medicamento no país.
Atualmente, a versão pediátrica está presente em 54 municípios e 17 DSEIs. Mais de 2,4 mil profissionais de saúde foram capacitados para administrar o tratamento.
No DSEI Yanomami, 1.515 pessoas receberam a tafenoquina. Entre março e junho de 2026, as recaídas diminuíram 61,9% em relação ao mesmo período do ano anterior. Considerando os meses de janeiro a julho, a quantidade de casos apresentou redução de 55%.
Os dados foram apresentados por Alexandre Padilha nesta segunda-feira (17), durante o 61º Congresso da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical, realizado em Brasília.
Na ocasião, o ministro também destacou as metas do programa Brasil Saudável, que pretende eliminar ou reduzir, até 2030, 11 doenças e cinco infecções transmitidas da mãe para o bebê.
A malária é provocada por parasitas do gênero Plasmodium e transmitida aos seres humanos pela picada de fêmeas infectadas do mosquito Anopheles, conhecido como mosquito-prego. A doença não é transmitida diretamente de uma pessoa para outra.
Entre os sintomas mais comuns estão febre alta, calafrios, tremores, suor excessivo e dor de cabeça. Convulsões, alterações da consciência, queda da pressão arterial, dificuldade para respirar e hemorragias podem indicar um quadro grave.
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