Cultura

Afoxé Filhas de Gandhy anuncia tema do Carnaval e apresenta traje

16 de Janeiro de 2024 - Redação Pernambués agora
[Afoxé Filhas de Gandhy anuncia tema do Carnaval e apresenta traje]

Primeiro bloco de mulheres afoxé da Bahia vai desfilar em dois Circuitos na festa / Foto Shirley Stolze


“Quando eu digo os elementos, mas esses elementos se transformam no dia a dia, a gente tem um corpo que a gente se alimenta, a gente tem um corpo que precisa desses elementos, então a gente traz essa riqueza desse conhecimento dessas mulheres para que a gente possa canalizar e mostrar na avenida de uma forma cênica do que é essa questão da religião dentro da cultura”, completou. 

Data magna

Fundado em 1979, o afoxé da Bahia se prepara para desfilar em dois Circuitos da capital - Batatinha, no Centro Histórico, no sábado, 10, e Dodô (Barra/Ondina), na segunda-feira, 12, além de um esquenta percussivo no próprio dia 10 de fevereiro. O evento contará com cerca de 50 percussionistas e 50 baianas, partindo da sede do Afoxé na rua Gregório de Matos, seguindo pelo Largo do Pelourinho, subindo para o Terreiro de Jesus, circulando pelo Centro Histórico e concluindo novamente na sede, onde está previsto participação especial de artistas da música baiana.

Presente no lançamento desta terça, a titular da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi), Ângela Guimarães, celebrou a importância dos 45 anos do Filhas de Gandhy.

“É muito importante a gente poder celebrar essa força, essa resiliência das mulheres que há 45 anos fundaram esse afoxé com as mulheres na linha de frente, na direção do bloco, nas funções de cantoras, de tocadoras, de estilistas, daquelas que têm um trabalho social e comunitário em diversas comunidades de Salvador, empoderando mulheres negras, despertando suas consciências feministas, antirracistas e trazendo aquilo que a nossa ancestralidade nos legou de melhor e podendo apresentar isso nas ruas, pegando a referência ao sagrado, a nossa ancestralidade e trazendo para a rua, na forma da música, na forma das fantasias, na forma dos turbantes, na forma dos cantos”.

cultura. Elas sempre são quem menos recebe, quem menos são consideradas para estar nas grandes listas de eventos, até por isso enfraquece até a própria entidade, porque você vai em busca de profissionais que queiram participar do evento, que queiram participar da instituição e não conseguem se identificar, porque não existe uma promoção, não existe um respeito, uma divulgação e essa luta é contínua”.

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