Cadeirantes camaçarienses enfrentam problemas de acessibilidade
23 de Abril de 2012 - PiatãApesar da existência de uma Lei Federal, a adequação dos acessos não existe.
Foto: Divulgação.Foto meramente ilustrativa.
Andar de cadeira de rodas em Camaçari não é uma tarefa nada fácil. Os obstáculos que complicam a vida dos cadeirantes que precisam transitar no centro da cidade estão presentes em cada canto. O acesso para locais que recebem grande número de pessoas diariamente, como bancos, agências lotéricas, postos dos Correios, órgãos públicos, cartórios, entre tantos outros prestadores de serviços, deveriam oferecer uma estrutura em boas condições para cadeirante, mas não é isso que acontece.
Apesar de contarem com o amparo de uma Lei Federal, os cadeirantes continuam enfrentando grandes problemas de acessibilidade em várias cidades do país. As dificuldades vividas por essas pessoas por conta da falta de estrutura são comuns. Paulo Roberto é um exemplo dessa realidade. “É muito difícil. Ainda mais tendo em vista a comparação com outros lugares. Como eu viajo muito, tenho visto lá fora exemplos de projetos de acessibilidade para cadeirantes bastante eficazes”, diz.
Ana Paula de Moura também é vítima dos problemas de acessibilidade. Ela conta que em outras cidades que visitou não encontrou tantos transtornos para ter acesso a lugares fundamentais utilizados pelas pessoas no dia-a-dia. “No Espírito Santo a história é outra, é bem mais fácil de transitar de cadeira de rodas. Não é que seja perfeito, mas é bem mais fácil”, contou.
As rampas de acesso que servem para facilitar a vida dos cadeirantes, muitas vezes acaba dificultando e oferecendo risco. “Como a rampa é muita inclinada parece que a gente vai cair na hora de subir”, contou Ezequiel dos Santos. Além de oferecer risco de queda, ele ressalta o prejuízo que causa com um certo tempo de uso dessas rampas. “A gente vai usando, chega um dia que pode partir um eixo da cadeira e a gente cair na rua”.
Apesar da Lei de Acessibilidade já estar em vigor há muito tempo, muitos estabelecimentos comerciais, e até mesmo públicos de Camaçari, desrespeitam as normas de adequação dos serviços de acesso a cadeirantes ou pessoas com dificuldade de locomoção.
Por Henrique da Mata
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