Geddel diz que governo não se envolverá na eleição da Câmara
12 de Julho de 2016 - Maíra LimaSegundo o ministro indicação do partido é “demonstração inequívoca de que o governo não está se envolvendo no processo” de eleição na Casa.
Após a escolha do deputado Marcelo Castro como candidato único do PMDB na eleição à presidência da Câmara dos Deputados, o ministro da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima, disse nesta terça-feira, 12, que a indicação do partido é “demonstração inequívoca de que o governo não está se envolvendo no processo” de eleição na Casa. “O processo está em andamento. Minha expectativa continua sendo a de que possamos ter ao fim um número menor de candidatos. Se não, todos disputam e no segundo turno vamos ver quem é o presidente da Câmara”, afirmou Geddel, responsável pela articulação política do Palácio do Planalto com o Congresso. “Preferíamos e se pudéssemos influir era para que houvesse um entendimento global na base. Se não há, qualquer movimento nosso pode ser interpretado como preferência por A ou B e aí sim causar racha”, acrescentou o ministro. Depois de mais de uma hora de reunião a portas fechadas, o PMDB escolheu o deputado e ex-ministro da Saúde do governo de Dilma Rousseff, Marcelo Castro, para ser o candidato único do partido na eleição à presidência da Câmara, após a renúncia de Eduardo Cunha. As candidaturas podem ser registradas até o meio-dia de amanhã (13), mesmo dia em que ocorre o primeiro turno de votações. Como o número de candidatos é grande e cada um terá 10 minutos para se manifestar em plenário, assessores da Casa estimam que o primeiro turno se estenda até meia-noite. Pelo acordo firmado ontem (11) por lideranças partidárias, haverá um intervalo de uma hora para início do segundo turno. Em um eventual segundo turno, a disputa será decidida obedecendo aos seguintes critérios: maior número de mandatos e parlamentar mais idoso. Almoço Geddel fez a declaração antes de participar do almoço do presidente interino Michel Temer com a Frente Parlamentar da Agropecuária. No encontro, 220 deputados e 23 senadores entregaram uma carta a Temer com as principais reivindicações do setor, como a regularização fundiária, a possibilidade de aquisição de terras por estrangeiros e a burocracia para o licenciamento ambiental. As informações são da Agência BrasilComentários
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