Bahia

Construções históricas de Morro de São Paulo serão tombadas pelo Ipac

20 de Setembro de 2019 - Redação Pernambués agora
[Construções históricas de Morro de São Paulo serão tombadas pelo Ipac]

Transferência da administração da Fortaleza de Morro de São Paulo da Secretaria de Turismo (Setur-Ba) para o Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia

A cerimônia de transferência da administração da Fortaleza de Morro de São Paulo da Secretaria de Turismo (Setur-Ba) para o Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (Ipac) será na segunda-feira (23 de setembro), às 10h30, quando se dará a Assinatura do Termo de Tombamento Provisório do perímetro que abrange o farol, gameleira, porta ló, praça, igreja de Nossa Senhora da Luz e a própria fortaleza.
“Estas construções são registros da história da Bahia, que trazem em si uma grande riqueza simbólica e arquitetônica. Cuidar deste patrimônio é de grande interesse para o Governo do Estado, que vem se dedicando a potencializar ainda mais a movimentação turística e a dinamização cultural da região”, afirma a secretária de Cultura, Arany Santana.
A área a ser tombada pelo Ipac, autarquia vinculada à Secretaria de Cultura do Estado (SecultBa), contempla edificações históricas de Morro de São Paulo, localidade pertencente ao município de Cairú e um dos destinos turísticos mais visitados da Costa do Dendê.
“O tombamento valoriza os atrativos de Morro de São Paulo, cuja história e características naturais atraem visitantes do mundo inteiro e chama atenção para a necessidade de preservação”, disse o secretário estadual do Turismo, Fausto Franco.
De acordo com João Carlos de Oliveira, diretor geral do Ipac, a ideia é trabalhar na elaboração de um modelo de gestão para o equipamento, em parceria com a prefeitura de Cairu, que mantém no local o serviço de atendimento ao turista. “Vamos apresentar uma proposta que contempla, além da visitação turística, que o forte abrigue restaurante, cafeteria e eventos culturais do Governo do Estado, bem como do município”, afirmou.
O diretor defende ainda que para este modelo se tornar realidade é necessário que a fortaleza seja autossustentável. “Nós queremos uma gestão moderna de parceria também com o privado, com espaço dinâmico que fale da cultura e ao mesmo tempo tenha capacidade de fazer manutenção e vigilância”, explica João Carlos.

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