Homem baleado em tentativa de assalto recebe tratamento experimental com polilaminina na Bahia
10 de Março de 2026 - Redação Pernambués agora
Foto: Stephanie Venâncio
O operador de logística Paulo Araújo, de 38 anos, tornou-se o segundo paciente da Bahia a receber tratamento experimental com a enzima polilaminina, estudada como uma possível alternativa terapêutica para lesões medulares agudas.
O procedimento foi realizado nesta sexta-feira (6), em Salvador, no Hospital Mater Dei. Este é o primeiro caso conduzido em uma unidade hospitalar privada do estado dentro de um protocolo de pesquisa autorizado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Paulo sofreu um disparo de arma de fogo em dezembro de 2025, durante uma tentativa de assalto enquanto saía do trabalho. O tiro atingiu suas costas e provocou uma lesão raquimedular completa na altura da vértebra T2, resultando na perda dos movimentos do peito para baixo.
Segundo informações divulgadas pelo G1, o paciente tomou conhecimento do tratamento após assistir a uma reportagem sobre o tema. Em seguida, entrou em contato com a farmacêutica responsável pela pesquisa e conseguiu ser incluído no protocolo experimental aprovado pela Anvisa.
A aplicação da substância foi realizada diretamente na medula espinhal por uma equipe médica especializada, liderada pelo neurocirurgião Marco Aurélio Brás de Lima, do Rio de Janeiro, e pelo cirurgião de coluna Fabrício Guedes, do hospital.
De acordo com os médicos, a polilaminina foi aplicada por meio de agulhas especiais posicionadas na região da lesão.
Como o dano medular era extenso, a substância foi administrada em diferentes pontos da área afetada, com o objetivo de ampliar a distribuição da enzima e estimular um ambiente favorável à regeneração neural.
Os especialistas explicam que o prazo de 72 horas frequentemente citado em estudos está relacionado ao período ideal para a cirurgia de descompressão e estabilização da coluna, procedimento realizado em Paulo logo após o acidente.
Essa intervenção inicial aumenta as chances de recuperação neurológica e permite que o paciente seja posteriormente incluído em protocolos experimentais como o da polilaminina, que pode ser aplicada até 90 dias após a lesão.
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