“Não quero progressão da pena, quero a minha inocência”, afirma Lula em entrevista
17 de Outubro de 2019 - Uol
“Não troco a minha dignidade pela minha liberdade”
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou em entrevista ao portal UOL não estar reivindicando discussão acerca da prisão de condenados em segunda instância. “Não estou interessado nisso. Eu estou interessado na minha inocência”, disse na sede da Polícia Federal, em Curitiba, na quarta-feira (16) —um dia antes de o Supremo Tribunal Federal (STF) começar a julgar se é constitucional prender condenados em segunda instância ou se a prisão deve ocorrer após todos os recursos.
Condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do tríplex no Guarujá (SP) pelo então juiz federal Sergio Moro, hoje ministro da Justiça, com sentença confirmada pelo Tribunal Regional Federal da Quarta Região, Lula é o caso mais famoso que poderia se beneficiar de uma possível mudança de entendimento do STF.
Lula, contudo, diz que esta não é a saída que deseja, segundo o UOL.
“Quero que os ministros da Suprema Corte tenham acesso à verdade do processo e anulem. Se vai ser um ano a mais ou um ano a menos, se vou ficar aqui ou em outro lugar. Não importa”, diz.
O ex-presidente aplica o mesmo raciocínio para refutar uma possível ida ao regime semiaberto, recomendada pela Lava Jato no fim do último mês, e diz que o problema não é a tornozeleira eletrônica. “Não quero progressão da pena, quero a minha inocência”, afirma.
“Não tem meio-termo comigo. O que eles vão fazer? Antigamente, era mais fácil. Mandava esquartejar, salgar, pendurar no poste. Cometeram a bobagem de me prender e de me acusar, agora vão ter que suportar esse peso aqui dentro”, diz.
“Não troco a minha dignidade pela minha liberdade”
Essa entrevista nossa está marcada bem antes de o Toffoli marcar o julgamento da segunda instância. Não tenho pretensão de dar entrevista aqui na Polícia Federal. Eu gostaria de estar dando entrevista na sede do PT, no Instituto [Lula], no sindicato, na rua, sei lá… seria muito melhor.
Não estou reivindicando essa discussão de segunda instância. Não estou interessado nisso. Eu estou interessado na minha inocência. O que quero é que os ministros da Suprema Corte tenham acesso à verdade do processo, aos inquéritos mentirosos da Polícia Federal, do Ministério Público, liderado pelo Dallagnol, pelo mentiroso do Moro, na sentença, e anulem esses processos. É a única coisa que me interessa. Se vai ser um ano a mais ou um ano a menos, se vou ficar aqui ou em outro lugar, não importa. Nada me interessa a não ser a minha inocência.
Eles procuraram um jeito de me tirar da disputa política, de tentar destruir o PT, e eu estou aqui. Tenho dito sempre: eu não troco a minha dignidade pela minha liberdade.
Se vai ser na segunda, primeira, terceira, quarta, quinta instância, não é problema meu. O que eu quero é a minha inocência. Se eu tenho um apartamento, alguém tem que ter uma escritura, alguém tem que ter um recibo. O que não pode é inventar uma mentira para poder me condenar.
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