Gênero ‘não binarie’ é incluído em certidões de nascimento no Rio Janeiro
01 de Fevereiro de 2022 - Da Redação
O gênero “não binarie” já pode ser informado em certidões de nascimento no Rio
A iniciativa é da Defensoria Pública do Rio de Janeiro, em parceria com a Justiça Itinerante do TJ fluminense. O termo — em linguagem neutra — se refere a pessoas que não se identificam nem como homem nem como mulher.
“Era algo que eu nem esperava, por ser uma pauta mais recente no Brasil. Por isso, achei que fosse demorar muito ainda, mas foi tudo bem rápido e fácil”, disse Igor Sudano, uma das 47 pessoas não binárias que conquistaram o direito de alterar seu nome e gênero no documento.
A ação da Defensoria, realizada em novembro, garantiu decisões judiciais favoráveis para pessoas transgêneras e não binárias alterarem suas certidões de nascimento. As sentenças garantiram que os cartórios alterassem imediatamente os registros.
Em vigor desde 2017, a orientação do Supremo Tribunal Federal (STF) para os cartórios realizarem requalificação civil sem ação judicial não vem sendo estendida aos não binários.
Na prática, o grupo precisa recorrer ao Judiciário para obter a alteração do prenome e do gênero em sua documentação — um processo demorado.
“Às vezes, recebo mensagens de ódio questionando de forma debochada ‘o que está na sua identidade?’. Agora, eu posso mostrar meus documentos que me representam. É uma forma de legitimação e, também, defesa contra o preconceito”, disse Igor.
A Associação de Registradores Civis de Pessoas Naturais do Estado do Rio de Janeiro (Arpen-RJ) esclarece que toda e qualquer prática realizada nos Cartórios de Registro Civil é baseada em normas e na legislação e que, pela ausência de lei, no caso dos registros como não binarie tais alterações só podem ser feitas mediante decisão judicial.
Gael Guerreiro também participou da ação e já está com seus documentos alterados em mãos. “A gente tem pressa, pois a partir do momento que você se reconhece não binarie, sua antiga identidade te aprisiona e ter essa nova identidade te liberta. Ser reconhecide pela sociedade com meus documentos é me proteger de uma violência. Ser chamade pelo pronome errado, pelo nome errado, é uma violência”, afirmou.
A defensora Mirela Assad vem trabalhando essa demanda de documentação com o Detran. “A diretoria do departamento se mostrou muito receptiva ao pleito da Defensoria Pública, e acreditamos que, em breve, o sistema de identificação civil incluirá a opção ‘não binarie’ para emissão das carteiras de identidade”, destacou.
Foto: Divulgação/Redes sociais
Comentários
Outras Notícias
GACC-BA abre inscrições para curso gratuito sobre diagnóstico precoce do câncer infantojuvenil
13 de Março de 2026Foto: Divulgação
Sobrepeso lidera indicadores nutricionais entre adultos na Bahia, com mais de 833 mil casos
13 de Março de 2026Foto: Reprodução/Agência Brasília
Claudia Leitte desabafa sobre expectativas do público e diz que não precisa “ser legal”
13 de Março de 2026Foto: Instagram
Governo Lula zera impostos federais do diesel para tentar frear alta causada por conflito no Oriente Médio
13 de Março de 2026Foto: Reprodução
Salvador recebe Festival Internacional de Artistas de Rua com apresentações gratuitas
12 de Março de 2026Foto: Divulgação / Lucas Dourado
Ivete Sangalo comenta recuperação após cirurgia no rosto: “Ainda sinto um pouco de dormência”
12 de Março de 2026Foto: Divulgação
Vídeos
Vídeo: Bolsonaro dá chilique em entrevista após TSE decretar sua inelegibilidade por 8 anos
30 de Junho de 2023
Motociclista entra em contramão e bate de frente com outra moto no interior da Bahia; veja o...
28 de Fevereiro de 2023