Casa da mulher mais velha do mundo vira ?ponto turístico? em Carangola
20 de Maio de 2011 - PiatãA casa onde mora Maria Gomes Valentim, mulher que entrou para o livro dos recordes como a pessoa mais velha do mundo na quarta-feira (18), virou ponto turístico de Carangola, na Zona da Mata de Minas Gerais.
A casa onde mora Maria Gomes Valentim, mulher que entrou para o livro dos recordes como a pessoa mais velha do mundo na quarta-feira (18), virou ponto turístico de Carangola, na Zona da Mata de Minas Gerais.Muitos conterrâneos da cidade, de 30 mil habitantes, foram conhecer a brasileira centenária, que tem 114 anos e muita história para contar.
Vó Quita – como é conhecida na cidade – nasceu em 9 de julho de 1896 e passou a infância na roça.
Hoje, ela vive cercada pelos cuidados próprios da idade.
“Ela é uma pessoa muito fácil de cuidar”, diz Jane Alves, que acompanha a rotina de Vó Quita.
Segundo ela, a alimentação da mulher mais velha do mundo é normal.
“Ela adora uma banana frita, frituras”.
Segundo a neta Taís Nolasco, ela se rende a alguns caprichos na alimentação.
Pimenta e três dedinhos de vinho são companheiros do dia a dia.
Ainda de acordo com a neta, a bisavô adora pãozinho, refrigerante e costuma lanchar à tarde uma empadinha de frango apimentada.
“Tudo dela tem que ter pimenta, mas muita pimenta”, disse.
O salgadinho é um tipo de tradição, que era comprado na porta de casa e agora o fabricante já acrescenta pimenta para atender a um pedido da cliente, hoje preferencial, segundo Taís.
O vinho é só de vez em quando.
“ A última que ela tomou vinho foi há dois meses”, contou.
Livro dos récordes O Guinness, o livro dos recordes, reconheceu Maira Valentim como a pessoa viva mais velha do mundo nesta quarta-feira (18).
Ela tem 48 dias de vida a mais que a antiga detentora do recorde, a norte-americana Besse Cooper.
A equipe do Guinness confirmou a data de nascimento de Maria: 9 de julho de 1896.
Com isso, Besse Cooper, que ainda está viva, passa a ser a pessoa mais velha na América da Norte.
A mineira morou durante toda a vida na mesma cidade.
Maria Valentim se locomove atualmente em uma cadeira de rodas e recebe o equivalente a um salário mínimo para sobreviver (R$ 545,00).
A mineira também depende o sistema público para tratamentos, já que a família não consegue pagar seguro de saúde privado.
Ela se casou com João em 1913, mas seu marido morreu em 1946.
Teve apenas um filho, quatro netos, sete bisnetos e cinco trinetos.
Conhecida como Vó Quita, a mineira parece ter herdado a longevidade do seu próprio pai, que também viveu muito: 100 anos.
* Fonte: G1
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