Cultura

Valesca Popozuda desabafa: ‘Não sou só uma bunda!’

09 de Maio de 2015 - Piatã

Valesca ainda contou que, apesar de cantar muito sobre a disputa entre mulheres, quer mesmo fazer com que elas se sintam ainda mais poderosas.

Valesca Popozuda é uma símbolo do feminismo no Brasil, já virou símbolo para milhares de mulheres e é um dos ícones do funk carioca. Mas, nem todo mundo sabe a história inteira da cantora. A revista Marie Claire de maio contou um pouco do que rolou na estrada de tijolos amarelos da Rainha do Beijinho no Ombro até o sucesso.

Ela saiu de casa aos 16 anos para morar com o namorado, engravidou do primeiro filho antes mesmo de começar a cantar – quando ainda fazia figuração na Globo – e teve a sorte de conseguir entrar no Gaiola das Popozudas depois do nascimento de Pablo.

Ao analisar toda sua história, ela contou que hoje tem orgulho de ser referência para outras mulheres.

“Não sou só uma bunda. Não vou viver dentro de uma gaiola a vida toda... Quando comecei a cantar que homem não presta e que queremos respeito, as mulheres se identificaram. Hoje tenho o apoio delas. Temos o direito de realizar nossas vontades sem dar satisfação. Porque, até hoje, se o homem é pegador, ele está certo. Se anda com a cueca aparecendo, é charmoso. Se a mulher deixa o cofrinho de fora, nego cai matando!”, disse a atriz.

Valesca ainda contou que, apesar de cantar muito sobre a disputa entre mulheres, quer mesmo fazer com que elas se sintam ainda mais poderosas.

“A inveja faz parte do dia a dia. Beijinho no ombro é universal, é para homem também. Quando falo que a mulher pode ser diva é para que busque esse poder dentro dela. Ser diva é olhar no espelho e dizer: ‘Eu sou fo** mesmo’. Esse é o poder da música. Não é porque está descabelada, um trapo, meu amor, você faz o seu momento. Diva que é diva brilha até no escuro!”, confessa a loira.

Apesar disso, a cantora sofreu bastante até ter a fama reconhecida. Ela ainda lembrou um episódio em que o filho chegou em casa chorando, porque a chamaram de ‘piranha’ na escola. “Uma vez, um menino da vila disse para ele que eu era uma piranha. Coitado. Ele chegou em casa chorando. Disse para ele não ligar, que eu não era piranha. Eu fiquei triste, claro, mas nunca pensei em largar tudo por causa do que os outros iam pensar!”, contou a loira, que sempre sonhou em ser atriz, mas agora faz aulas de canto e continua investindo na carreira.

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