Economia

Mercado da maconha: Brasil pode movimentar R$ 9,6 bilhões com cultivo

26 de Dezembro de 2019 - Redação Pernambués agora
[Mercado da maconha: Brasil pode movimentar R$ 9,6 bilhões com cultivo]

Um estudo feito pela ADWA Cannabis quantificou as áreas com maior aptidão para o cultivo da erva

Um estudo feito pela ADWA Cannabis, startup voltada para o desenvolvimento de tecnologias para cadeia produtiva da maconha, em parceria com a UFV (Universidade Federal de Viçosa), o Departamento de Fitotecnia e o Grupo Brasileiro de estudo sobre a Cannabis sativa L., quantificou as áreas com maior aptidão para o cultivo da erva, dividindo entre produção de fibras, flores e sementes. O relatório inclui espécies com alto teor de THC, a substância psicoativa da planta, e também baixo, o cânhamo.

De acordo com a pesquisa, o enorme potencial agrícola e as condições climáticas favoráveis para o cultivo de Cannabis podem tornar o Brasil um grande exportador da maconha. São aproximadamente 7,5 milhões de quilômetros quadrados de áreas disponíveis para o cultivo.

Fundador da startup, Sérgio Barbosa, afirma que “o valor da produção de um hectare de Cannabis é, em média, de US$ 52.000 para sementes e US$ 31.000 para fibras” e segundo ele, o mercado da maconha voltado para fins terapêuticos tem atraído investidores em vários países, como Colômbia, Canadá e Uruguai.

Relatório regional sobre Cannabis na América Latina produzido pela NewFrontier Data aponta que a estimativa média de mercado total disponível é de US$ 9,75 bilhões -incluindo mercados legais, regulamentados, não regulamentados e ilícitos. Segundo as projeções do relatório, o Brasil tem o maior potencial na região e pode movimentar US$ 2,4 bilhões, o que representa cerca de R$ 9,6 bilhões.

Devido à alta produtividade da erva, que pode chegar a 12 toneladas de celulose por hectare, a Cannabis é uma opção para a indústria de papel e celulose, diz o estudo da startup.

No início de dezembro, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou novas regras para registro de produtos à base de Cannabis para fins medicinais no país. A medida permite que empresas obtenham aval para venda desses produtos em farmácias, mas o cultivo foi vetado e enfrenta críticas do Governo Bolsonaro, que enxerga a medida como um primeiro passo para a legalização da maconha.

Na Bahia, as maiores apreensões de maconha nos últimos anos ocorreram na região norte, onde fica o Polígono das Maconha. Diversas plantações foram apreendidas, por exemplo, nos municípios de Juazeiro e Curaça, em ações da Polícia Militar.

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