Talisca refuta fama de marrento, mas avisa: 'Não quero ser mais um'
27 de Janeiro de 2014 - PiatãDe personalidade forte, meia-atacante do Bahia diz que quer se diferenciar da maioria dos atletas da atualidade: 'Hoje em dia, jogador de futebol faz tudo igual'
Prestes a completar 20 anos, o meia Anderson Talisca é sinônimo de personalidade. Cria da base do Bahia, Talisca não é do tipo que foge de situações decisivas. No último sábado, no triunfo do Bahia sobre o Vitória da Conquista, o meia saiu do banco de reservas e viu Madson sofrer pênalti. Apesar de ter a concorrência de jogadores como Maxi Biancucchi e Pittoni em campo, Talisca não pensou duas vezes e pediu a bola para bater. Com personalidade, o meia cobrou para marcar o único gol do jogo.

- Eu estava sendo criticado por uma coisa que nunca fui. Quem me conhece sabe. Não sou marrento, mas não quero ser mais um no futebol. Quero fazer diferente. Faço sempre querendo acertar o melhor. Nunca fui de abaixar cabeça para ninguém. Quando tenho metas, procuro alcançar. Não tenho medo e faço tentando acertar – disse.
- A torcida entende mal achando que sou marrento, mas eu não sou. Sempre tive metas na vida. Ajudar minha família e quem merece. Humildade, respeito, companheirismo são palavras que falam de mim. A torcida pode falar, mas eu tenho a cabeça tranquila – completou o meia.
Além da personalidade, Taslica conta com a confiança do comandante do time, o técnico Marquinhos Gabriel. O jogador falou da relação com o treinador e admitiu evolução em relação a 2013.
- A gente conversa muito e brinca também. Ele fala sério na hora de falar sério. Ele me orienta bastante nas questões de posicionamento, atenção e marcação. Tem coisas que eu não estava fazendo certo no ano passado. A minha marcação sempre foi fraca e agora está forte. O Marquinhos me passa muita confiança, e isso é muito importante – disse o meia.
Confiança à parte, Talisca ainda não sabe se vai começar jogando contra o Vitória da Conquista, na próxima quarta-feira, em partida da 4ª rodada da Copa do Nordeste.
- Nem eu sei. A gente conversa sobre outras coisas. Ele me dá muita orientação. Estou trabalhando para entrar como titular. Vou continuar fazendo minha parte – disse.
Na esperança de começar jogando, Talisca ainda conta com a torcida de um "amigo-irmão" que agora veste a camisa de outro grande clube brasileiro.
- Feijão me mandou mensagem brincando: ‘Até gol de pênalti você faz agora?’. A gente bate um papo legal. Estou com saudades dele, principalmente na concentração – contou.
Após inúmeras perguntas, Talisca deixa a sala de imprensa do Bahia. Sem marra e com sorriso no rosto. A personalidade vai até a subida para a concentração. Na ‘resenha’, já sem microfones por perto, ele segue a linha de pensamento e finaliza mostrando que a ideia é fazer diferente.
- Hoje em dia, jogador de futebol faz tudo igual. A mesma coisa. Eu quero diferente, cara.
*Globo Esportes
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