Ney Franco avalia trabalho na seleção, festeja legado e prevê auge em 2018
04 de Novembro de 2013 - PiatãTreinador do Vitória diz que, além dos títulos, trabalho à frente de seleções de base teve mérito de revelar jogadores como Neymar, Lucas e Oscar
Treinador do Vitória observa disputa de pênaltis da Seleção Brasileira Sub-17
Ney Franco deixou a seleção brasileira sub-20 em julho de 2012. Na estante de troféus, as conquistas do Sul-Americano e do Mundial. Para ele, mais do que isso. Uma geração que já brilha na Europa e, na visão do treinador, pode ter resultados expressivos para o Brasil nos próximos anos. Pouco mais de um ano depois de sair da seleção, o técnico avaliou como positivo o que foi feito na base brasileira e previu grandes frutos para o país.
Em conversa com o GloboEsporte.com, Ney Franco lembrou o que foi feito quando era coordenador da base da Seleção Brasileira. Além das conquistas dentro de campo, citou também as mudanças fora dele, como o retorno da Copa São Paulo e da Taça BH à categoria sub-20. Entretanto, para ele, o maior feito foi a revelação de grandes nomes para o futebol brasileiro.
- No sub-20, por exemplo, além de ter vencido o Sul-Americano e o Mundial, foi uma seleção que ofereceu vários jogadores para a Seleção Brasileira principal. Entre esses jogadores, estão Neymar, Lucas, Oscar, Danilo e Alex Sandro, que são laterais titulares do Porto, o Fernando que foi negociado pelo Grêmio, Casemiro que está no Real Madrid.... Foi uma seleção vitoriosa dentro de campo e uma seleção reveladora de talento. Acho que é uma geração que a gente formou com muita qualidade e acho que vai dar resultado em 2018. Acho que essa geração vai estar mais inteira na próxima Copa do Mundo – afirmou o treinador do Vitória.
Antes do início da entrevista, na última sexta-feira, Ney Franco observava a seleção sub-17 no Mundial da categoria. Ao fim da conversa, o primeiro pedido do treinador foi para que o assessor de imprensa do clube baiano ligasse a televisão. O jogo já estava na disputa de pênaltis. Ney observou atentamente as duas últimas cobranças e lamentou a eliminação do Brasil.
- A gente vê essa equipe sub-17 que está disputando o Mundial e representando muito bem o Brasil, é uma equipe que ainda tem um resquício do que deixei para trás como coordenador. Foi uma equipe que disputou o sub-15, que até era o Marquinhos [Santos] o treinador. Essa equipe cresceu junto e agora está no sub-17. Foi um projeto muito vencedor – avaliou.
Força do Vitória nas divisões de base
Durante a entrevista, o treinador do Vitória falou também sobre a polêmica que se criou com uma suposta orientação de Parreira a Alexandre Gallo para não convocar atletas de times do Norte e Nordeste do país. Ney Franco disse não acreditar na recomendação e fez a campanha pela força das divisões de base do Rubro-Negro baiano.
Treinador diz querer ajudar na transição de atletas do Vitória para o profissional
- Não sei se a notícia é verdadeira. Creio que não é. O que eu posso dizer é que o Nordeste brasileiro é uma das regiões que mais oferecem jogadores para o mercado do futebol brasileiro e até mundial. Não vejo motivo, se realmente tiver essa definição, mas creio que não tenha. Acho que deve ser alguma informação errada ou mal julgada. Principalmente aqui na Bahia, principalmente aqui no Vitória. O Vitória é reconhecido internacionalmente como o grande celeiro, um grande revelador de jogadores para o futebol mundial – disse.
Em relação à divisão de base do Leão, Ney Franco citou alguns jogadores como promessas. O principal deles foi Marcelo, que já vem sendo utilizado no profissional e, na visão do treinador, tem chance de “no futuro, servir a Seleção Brasileira”. Por fim, o treinador ainda disse ter um relacionamento próximo com o departamento de base do clube.
- Tenho uma interação muito boa com os profissionais da base, não só com o Carlos Amadeu [técnico do time sub-20]. Assim que eu cheguei no clube, a gente fez uma reunião, e coloquei para eles a forma que eu gosto de jogar. Coincidentemente, aqui eles armam a equipe também com dois homens de beirada e um jogador de meio centralizado. Isso ajuda muito nessa transição da base para a equipe principal. Foi assim com o Marcelo. Tem outro jogador treinando com a gente, o Léo [Ceará]. Você vê que taticamente é um jogador preparado.
Coincidentemente, teve um churrasco, na quinta-feira, de confraternização da base com nossa equipe principal. Já vi jogos da base, já vi treinamento da base e, em um desses treinamentos, eu puxei o Marcelo e o Léo. Acho que é uma interação muito boa. Da minha parte, como treinador do profissional, entendo que não adianta ter um baita trabalho da base se, na equipe profissional, não tiver um mecanismo que puxe esses atletas. Além de tentar dar um retorno para o clube de conquistas e vitórias, por entender que é um clube formador, eu quero ajudar muito nessa formação e nessa transição do atleta da base para a principal – finalizou o treinador, que tem contrato com o Vitória até dezembro de 2014.
*G1.
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