Ex-ministro Paulo Bernardo é preso pela Polícia Federal
23 de Junho de 2016 - Maíra LimaO ex-ministro foi preso em um desdobramento da 18ª fase da Operação Lava Jato
A Polícia Federal prendeu nesta quinta-feira, 23, em Brasília, o ex-ministro de Planejamento e das Comunicações, Paulo Bernardo. Ele atuou no governo Lula e no primeiro mandato de Dilma Rousseff e é marido da senadora petista Gleisi Hoffmann. A prisão aconteceu em Brasília.
O ex-ministro foi preso em um desdobramento da 18ª fase da Operação Lava Jato. Carlos Gabas, ex-ministro da Previdência do governo Dilma, também foi alvo da operação e teve a casa alvo de busca e apreensão.
Inicialmente, a PF informou que Gabas teria sido alvo de condução coercitiva, que é quando a pessoa é levada a depor. No entanto, o juiz que autorizou o mandado disse que Gabas deveria ser informado pelos policiais que teria o direito de ficar em silêncio e, nesse caso, não seria obrigado a ir para a delegacia prestar depoimento. Como Gabas disse que não falaria com as autoridades, pôde ficar em casa.
Um mandado de condução coercitiva foi para o jornalista Leonardo Attuch, que administra o blog 'Brasil 247'. Ele já havia aparecido nas investigações da Lava Jato como suspeito de ter recebido dinheiro por serviços não executados.
Há ainda um mandado de prisão preventiva para o ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, que, condenado na Lava Jato, está preso desde 2015. Outro ex-tesoureiro do PT, Paulo Ferreira, também tem mandado de prisão. Ele é marido da ex-ministra do Desenvolvimento Social no governo Dilma, Tereza Campelo.
Entre os que têm mandado de prisão também está Valter Correia, secretário de Gestão do prefeito Fernando Haddad, em São Paulo.
Além das prisões relacionadas ao PT, policiais federais foram à sede do partido no centro de São Paulo. Os presos e o material apreendido serão encaminhados à sede da Polícia Federal, na capital paulista.
A PF informou que o objetivo da operação, batizada de Custo Brasil, é apurar o pagamento de propina referente a contratos de prestação de serviços de informática no valor de R$ 100 milhões, entre os anos de 2010 e 2015, a pessoas ligadas a funcionários e agentes públicos ligados ao Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG).
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