Senado discute proibição de venda de veículos movidos a combustão
08 de Outubro de 2019 - Redação Pernambués agora
O projeto de lei que proíbe a venda de carros novos movidos a combustíveis fósseis a partir do ano de 2060
O projeto já tem parecer favorável da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) e está sob análise da CMA, que dará a palavra final sobre ele.
A audiência foi convocada pelo relator do PLS na comissão, senador Jean Paul Prates (PT-RN). Ele defende que o projeto avance além de estabelecer prazos e embase uma discussão estruturante sobre o setor de transportes e suas fontes de energia.
O senador salientou a importância ambiental, econômica e até diplomática de posicionar o Brasil na marcha rumo à eletrificação dos transportes. Porém, também argumentou que esse movimento não pode ser feito de forma brusca.
"O Brasil recentemente entrou para o clube dos exportadores de petróleo, é líder mundial no desenvolvimento de biocombustíveis. Não temos interesse em provocar uma transição energética rápida".
Descarbonização
Ricardo Guggisberg, presidente da Associação Brasileira de Veículos Elétricos (Abve), apontou que a meta temporal almejada pelo projeto é mais modesta do que as adotadas por países que já fizeram essa opção. Ele disse que a entidade também favorece a abordagem de transformar o projeto em base de um plano nacional de eletromobilidade. Esse plano deve integrar não só os automóveis, mas também outros modais de transporte.
"Há uma imensa variedade de veículos leves que estão mudando o conceito de mobilidade entre os jovens dos grandes centros urbanos, junto com uma crescente oferta de equipamentos de recarga, uma ampla variedade de aplicativos de compartilhamento de transporte".
Esses veículos têm caído no gosto da população urbana jovem, por serem opção de baixo custo. Maurício Siqueira Franco, presidente da Associação Brasileira de Fabricantes e Importadores de Ciclomotores e Similares (Abrafics), disse que o Brasil deveria acompanhar a tendência de descarbonização das grandes cidades, que já se verifica em partes do mundo. Entraves a isso no país são a dificuldade burocrática para adquirir a documentação e o licenciamento de veículos como scooters e bicicletas elétricas.
Guggisberg destacou que o Brasil quintuplicou a sua frota de carros elétricos e híbridos desde 2016, o que demonstra crescente viabilização do setor. Outro fator que contribui positivamente é o custo da energia armazenada, que tem caído consistentemente e deve se equiparar em breve aos preços de combustíveis, tornando os elétricos mais competitivos. Entre os obstáculos à expansão, por outro lado, estão a autonomia das baterias, os custos de produção e a infraestrutura para suporte.
Comentários
Outras Notícias
GACC-BA abre inscrições para curso gratuito sobre diagnóstico precoce do câncer infantojuvenil
13 de Março de 2026Foto: Divulgação
Sobrepeso lidera indicadores nutricionais entre adultos na Bahia, com mais de 833 mil casos
13 de Março de 2026Foto: Reprodução/Agência Brasília
Claudia Leitte desabafa sobre expectativas do público e diz que não precisa “ser legal”
13 de Março de 2026Foto: Instagram
Governo Lula zera impostos federais do diesel para tentar frear alta causada por conflito no Oriente Médio
13 de Março de 2026Foto: Reprodução
Salvador recebe Festival Internacional de Artistas de Rua com apresentações gratuitas
12 de Março de 2026Foto: Divulgação / Lucas Dourado
Ivete Sangalo comenta recuperação após cirurgia no rosto: “Ainda sinto um pouco de dormência”
12 de Março de 2026Foto: Divulgação
Vídeos
Vídeo: Bolsonaro dá chilique em entrevista após TSE decretar sua inelegibilidade por 8 anos
30 de Junho de 2023
Motociclista entra em contramão e bate de frente com outra moto no interior da Bahia; veja o...
28 de Fevereiro de 2023