Major Denice promete espaço para negros e mulheres em secretariado caso seja eleita: “Paridade de raça e gênero”
27 de Agosto de 2020 - Redação Pernambués agora
Primeira mulher e negra a ser candidata pelo PT ao pleito em Salvador, Major Denice garante que vai colocar em prática o discurso de “paridade de raça e gênero” caso seja eleita em novembro
Em entrevista ao Panorama Eleições 2020, do BNewsTv, a aposta petista garantiu que em seu secretariado terá espaço efetivo para negros e mulheres, para além das pastas de reparação.
Segundo a major da Polícia Militar, é preciso retirar dois dos “pilares” que formam a sociedade soteropolitana, do “patriarcado” e do “racismo”, que colocam a mulher negra na mais baixa esfera social.
“A análise é muito simples: é só olhar uma foto de alguns espaços de poder, representados ali por seus times de primeiro segundo escalão e vejam onde estamos neste processo. Nesta cidade temos homens e mulheres negras plenamente capazes de atuar em lideranças e secretários. Esta cidade tem intelectuais femininas maravilhosas na sua atuação profissional. Se você associar os dois pilares, uma mulher negra terá muito menor protagonismo nesses espaços. Se você associar os dois pilares, uma mulher negra terá muito menor protagonismo nesses espaços. O que trago como compromisso é a paridade de raça e gênero no secretariado a partir de 2021”, justifica.
Denice ressalta a importância da representatividade ao ter mulheres e negros em espaço de poder e diz que isto não se trata de um “resgate histórico-cultural” somente, mas sim da confirmação do seu discurso com a prática, dando início às mudanças “a partir de casa”.
“É imprescindível que nossos meninos e meninas de nossa cidade e olhem pros espaços de poder e se reconheçam, que possam sonhar e imaginar ali também é o meu lugar. Isso não é apenas um resgate histórico cultural, é congruência, é dizer que o que eu penso, o que eu faço e falo serão sempre as mesmas coisas. Não posso demarcar a substituição de dois pilares tão perversos como o machismo, patriarcado e racismo, se não começar a pensar a partir de casa”, argumenta.
Com uma experiência de 30 anos na PM, sendo a primeira mulher a ingressar na corporação, em 1990, Denise defende que características vinculadas ao gênero feminino possam substituir outras associadas ao masculino, que norteiam a atuação da polícia: força e poder.
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