Lula se reúne com centrais sindicais e transição instala conselho com movimentos sociais
01 de Dezembro de 2022 - Revista Fórum
“A minha obsessão é gerar empregos neste país”, disse o presidente eleito Luis Inácio Lula da Silva no seu discurso de posse em 2003
Com espírito similar, em reunião com representantes das centrais sindicais nacionais nesta quinta (1), em Brasília (DF), o ex-metalúrgico afirmou que a tarefa de reconstrução do país é muito grande e prometeu dedicação para gerar empregos e atrair investimentos.
“Eu quero dedicar o meu tempo em como é que nós vamos fazer para recuperar esse país, para gerar empregos, para atrair investimento estrangeiro para cá, sobretudo investimento direto para que a gente possa fazer uma nova regulação no mundo do trabalho, sem querer voltar ao passado”, disse o presidente eleito. “Nossa tarefa é muito grande e nós vamos ter que trabalhar com muita seriedade”, completou.
Conclat 2022
O presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Sergio Nobre, disse que “o presidente deixa claro que vai governar com e para todos os trabalhadores e trabalhadoras, para tirar o país da pobreza, do mapa da fome, do atraso, do obscurantismo em que a nação foi mergulhada pelo governo criminoso de Bolsonaro”. Nobre ainda informou que os representantes sindicais apresentaram a Lula as pautas prioritárias do documento aprovado na Conferência da Classe Trabalhadora (Conclat 2022), realizada em abril deste ano pelas centrais. O documento aprovado na Conclat 2022 tem, no total, 63 reivindicações e propostas divididas em quatro eixos: Prioridades; Desenvolvimento Sustentável com Geração e Emprego e Renda; Trabalho Emprego e Renda e Estado; e Políticas Públicas.
No encontro estavam os presidentes da Força Sindical, UGT, CTB, CSB, NCST, Pública, Intersindical – Central da Classe Trabalhadora, Conlutas, Intersindical Instrumento de Luta. Além das centrais, participaram também representantes de sindicatos e federações de trabalhadores, em um total de 22 entidades de diversos ramos. Lula agradeceu o apoio dos sindicalistas nas eleições e disse que recriará a mesa de negociação de trabalho, bem como conselhos de participação social, além de trabalhar junto ao Congresso para a aprovação de artigo na legislação sobre o financiamento dos sindicatos, sem retorno do imposto sindical.
Participação social
O encontro foi divulgado na conta do Twitter de Lula. "Encontro hoje com dirigentes sindicais em Brasília. Vamos construir um Brasil com mais direitos e dignidade para trabalhadores, gerar empregos e estimular novos mercados. E vamos fazer isso ouvindo todos", diz o texto.
O discurso de Lula é confirmado na prática pelo gabinete de transição, que instalou na última segunda (28/11) o Conselho de Participação Social, sob coordenação da Coordenadora de Articulação Política do Gabinete de Transição, Gleisi Hoffmann. O papel deste novo instrumento é promover diálogo da coordenação do governo de transição e dos 31 grupos técnicos com movimentos sociais e demais organizações da sociedade civil. A expectativa é que os encontros e o trabalho de articulação produzam subsídios para elaboração do relatório final de transição sobre a relação institucional do governo com a sociedade civil.
Composição do conselho
Composta por representantes de centrais sindicais, movimentos negro, de mulheres, populares, do campo e de juventude, a coordenação executiva do Conselho é responsável pela condução dos trabalhos. O espaço de participação social conta ainda com uma plenária representativa dos mais diversos segmentos de organização da sociedade civil e dos movimentos sindicais e populares.
Confira a lista dos integrantes da Coordenação Executiva do Conselho de Participação Social:
Edson Carneiro da Silva, diretor da Intersindical Central da Classe Trabalhadora, representante do Fórum das Centrais Sindicais.
Josué Augusto do Amaral Rocha, dirigente do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto – MTST
Julia Barbosa de Aguiar Garcia, vice-presidenta da União Nacional dos Estudantes – UNE, representante dos movimentos de juventude.
Kelli Cristine de Oliveira Mafort, dirigente do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), representante do campo unitários das organizações do meio rural
Raimundo Vieira Bonfim, coordenador da Central de Movimentos Populares – CMP
Ronald Ferreira dos Santos, diretor da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil – CTB, representante do Fórum das Centrais Sindicais
Simone Ferreira Nascimento, dirigente do Movimento Negro Unificado – MNU, representantes dos movimentos sociais de negros e negras.
Ticiana Studart Albuquerque, dirigente da Marcha Mundial das Mulheres, representante dos movimentos de mulheres.
Foto: Reprodução / Twitter
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