Caso Marielle: cinco deputados baianos votam contra prisão de Chiquinho Brazão
11 de Abril de 2024 - Redação Pernambués agora
Dos parlamentares baianos, 24 foram favoráveis, cinco foram contrários, enquanto outros quatro optaram por se abster da votação / Foto Zeca Ribeiro
A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (10/4) o parecer que determina a manutenção da prisão do deputado Chiquinho Brazão (sem partido-RJ), detido dia 24 de março pela Polícia Federal sob acusação de ser o mandante do assassinato da vereadora Marielle Franco e de seu motorista Anderson Gomes. Eram necessários 257 favoráveis para manter a prisão.
Com 435 deputados presentes, 277 votaram a favor e 129 votaram contra, além de 28 abstenções. Estiveram ausentes da sessão um total de 78 deputados. Dos parlamentares baianos, 24 foram favoráveis, cinco foram contrários, enquanto outros quatro optaram por se abster da votação.
Confira como votaram:
CONTRA (5)
Capitão Alden (PL-BA), Dal Barreto (União), Elmar Nascimento (União), José Rocha (União), Paulo Azi (União).
FAVORÁVEL (24)
Alice Portugal (PCdoB), Antônio Brito (PSD), Bacelar (PV), Charles Fernandes (PSD), Claudio Cajado (PP), Daniel Almeida (PCdoB), Diego Coronel (PSD), Félix Mendonça Jr (PDT), Gabriel Nunes (PSD), Ivoneide Caetano (PT), Jorge Solla (PT), Joseildo Ramons (PT), Josias Gomes (PT), Leo Prates (PDT), Lídice da Mata (PSB), Márcio Marinho (Republicanos), Mário Negromonte Jr (PP), Otto Alencar Filho (PSD), Pastor Isidório (Avante), Raimundo Costa (Podemos), Ricardo Maia (MDB), Rogéria Santos (Republicanos), Valmir Assunção (PT), Zé Neto (PT).
ABSTENÇÃO (4)
Arthur Maia (União), João Leão (PP), Leur Lomanto Jr (União), Paulo Magalhães (PSD).
AUSENTES (6)
Adolfo Viana (PSDB), Alex Santana (Republicanos), João Carlos Bacelar (PL), Neto Carletto (PP), Roberta Roma (PL), Waldenor Pereira (PT).
RELEMBRE O CASO
Os irmãos Domingos e Chiquinho Brazão, além do delegado Rivaldo Barbosa, foram presos no domingo (24/3) apontados como mandantes do atentado contra Marielle Franco, que vitimou também o motorista Anderson Gomes. s três foram presos no Rio de Janeiro, de forma preventiva, na “Operação Murder Inc”., deflagrada pela Procuradoria-Geral da República (PGR), Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) e Polícia Federal (PF).
Os nomes dos três presos na operação constam da delação de Ronnie Lessa, executor das mortes de Marielle e do motorista. De acordo com Lessa, os três detidos teriam sido os mandantes do crime. A ação foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Chiquinho Brazão, é deputado federal e estava filiado ao União Brasil até o dia 20 de março, quando foi expulso pela sigla. Além de empresário e comerciante, nas eleições de 2018, foi candidato a deputado federal pelo Avante e elegeu-se com 25.817 votos.
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