Auditora Fiscal do MPT de Cuiabá incita ódio aos nordestinos em rede social e é denunciada
07 de Outubro de 2014 - Piatã
Foto: Reprodução.A auditora fiscal apagou a postagem e deletou sua conta no Facebook
O preconceito e a descriminalização contra nordestinos foi destaque nas redes sociais nas eleições à Presidência da República de 2014, repetindo a mesma cena que aconteceu nas eleições em 2010. Na época, a estudante Mayara Petruso foi denunciada pelo Ministério Público Federal (MPF) por discriminação e foi condenada a 1 ano e cinco meses de prisão pela Justiça Federal. Na noite do último domingo (5), diversos internautas denunciaram usuários de redes como Facebook e Twitter por incitar o ódio contra os nordestinos. E uma delas é a auditora fiscal do Ministério Público do Trabalho (MPT), Ingrid Berger, que foi denunciada na MTE por postar em seu perfil no Facebook que o Nordeste “merecia uma bomba como Nagasaki, para nunca mais nascer uma flor nos próximos 70 anos”. A denúncia foi feita na esfera administrativa.
Aprovada em um concurso de 2013, ela está em estágio probatório, e por isso, ainda não tem o direito à estabilidade funcional dada aos servidores públicos. Ingrid é formada em direito, e está lotada está lotada Superintendência Regional do Trabalho e Emprego em Cuiabá, no Mato Grosso.
A denúncia foi protocolada pelo advogado baiano Durval Saback. Em entrevista ao site Bahia Notícias, ele disse que recebeu a mensagem através de um colega pelo Whatsapp e checou a veracidade da informação, e, através de um colega, que também é auditor fiscal, confirmou que ela foi aprovada no concurso público. “A denúncia foi feita na ouvidoria do Ministério do Trabalho para apurar se ela cometeu infração que possa ferir o Código de Ética do Servidor, para instaurar um processo administrativo disciplinar. Somente depois é que se saberá se ela cometeu a infração, para ser demitida do serviço público ou não”, explicou o advogado.
Tempo depois, segundo Saback, a conta de Ingrid Berger foi deletada, assim como a postagem. Mas o advogado disse que o print da tela foi salvo. Mensagens de incitação ao ódio, discriminação e racismo postados em rede sociais ainda podem ser investigadas pelo MPF. A denunciada ainda pode ser investigada na esfera cível e penal.
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