Ex-presidente do PSDB recebeu propina para desistir de CPI contra Petrobras, diz delator
17 de Outubro de 2014 - Piatã
Foto: Reprodução.
O ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa afirmou ao Ministério Público Federal que repassou propina ao ex-presidente do PSDB Sérgio Guerra para que ajudasse a esvaziar uma Comissão Parlamentar de Inquérito criada para investigar a Petrobras em 2009, quando Guerra era senador por Pernambuco, e um dos três membros da oposição que participaram da CPI, juntamente com o senador paranaense Álvaro Dias, também do PSDB, e Antonio Carlos Magalhães Filho (DEM-BA).
Segundo informações da Folha de S. Paulo, o delator revelou que empresas que prestam serviços à Petrobras tinham como objetivo nessa época encerrar logo as investigações da CPI, porque ela ameaçava prejudicar seus negócios com a estatal. A existência da comissão também incomodava o governo e os três partidos que Costa apontou agora em seus depoimentos como os principais beneficiários do esquema de corrupção que teria atuado na estatal: PT, PMDB e PP.
Paulo Roberto Costa disse acreditar que Guerra recebeu a propina em 2009, porque nunca mais foi procurado por ninguém para tratar do assunto, embora os tucanos tenham abandonado a comissão no fim de outubro alegando que o rolo compressor do governo impedia qualquer tipo de investigação séria. A comissão acabou desacreditada quando foi decretado o seu fim em novembro de 2009: nada de concreto foi apurado sobre a estatal, embora as suspeitas da época fossem as mesmas que acabaram sendo investigadas pela Polícia Federal na Operação Lava Jato, desencadeada em março deste ano, como a de que houve superfaturamento na construção da refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, e as empreiteiras pagavam suborno a parlamentares e servidores na Petrobras. O PSDB sempre culpou o PT e Lula pelo esvaziamento da CPI.
Em nota, o PSDB disse defender todas as acusações feitas por Paulo Roberto Costa sejam investigadas. Francisco Guerra, filho do ex-senador, afirmou não ter nada a dizer sobre a acusação, mas diz preservar o legado do seu pai "com muita honra". Sérgio Guerra faleceu em março deste ano em virtude de um câncer de pulmão.
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