SMS registra mais de 60 mil crianças que ainda não tomaram a 1ª dose da vacina contra a covid-19
16 de Março de 2022 - Pernambués Agora com informações do Correio
São mais de 60 mil crianças com idades entre 5 a 11 anos, em Salvador, que ainda não receberam a primeira dose do imunizante contra a covid-19
Segundo os dados da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), o número equivale a 33% do total de meninos e meninas habilitados a tomar a vacina, na capital baiana. Outras 30 mil crianças, na mesma faixa etária ainda não foram completar o esquema vacinal com a segunda dose.
Diante dos dados, a prefeitura priorizará a Pfizer pediátrica para crianças com cinco anos (em geral) e para os pequenos de 6 a 11 anos imunossuprimidos apenas a partir desta quarta-feira (16). O restante será imunizado com a CoronaVac. A medida segue recomendação do Ministério da Saúde. Os pontos de imunização infantil vão administrar o imunizante CoronaVac para as crianças com 6 a 11 anos – sem imunossupressão. De acordo com a subcoordenadora de Doenças Imunopreveníveis, Doiane Lemos, a nova recomendação não representa prejuízo ao processo de vacinação na cidade. “São dois imunizantes seguros, com a autorização da Anvisa e com níveis elevados de eficácia na vacinação infantil. Ou seja, essa recomendação do governo federal não trará impactos negativos na garantia da imunidade das crianças”, explicou.
A aplicação da segunda dose da Pfizer infantil deve ser feita dois meses após a primeira aplicação. Já a dose complementar da CoronaVac pediátrica deve ser administrada 28 dias após o início do esquema vacinal contra o coronavírus. As crianças imunossuprimidas deverão apresentar relatório médico no ato da vacinação ou estar com o nome na lista da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), disponível no site da pasta. A infectologista Jacy Andrade, professora da Universidade Federal da Bahia (Ufba), enfatiza que a vacina é eficaz e protege contra os casos graves da doença e reforça que as crianças devem se vacinar o quanto antes, para garantir a imunidade. “A vacina deve acontecer para proteger a criança do mesmo jeito que as vacinamos contra outras doenças, como varicela, rubéola e sarampo. Elas precisam se vacinar, têm o direito e temos vacinas seguras para evitar que elas adoeçam”, completa. De acordo com a médica, os pais que ainda estiverem confusos devem procurar um pediatra de confiança, além de informações em sites oficiais.
Foto: José Cruz/Agência Brasil
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