Novembro Azul: incidência de câncer de próstata na Bahia é a segunda maior do país
07 de Novembro de 2023 - Redação Pernambués agora
Com estimativa de 89 casos para cada 100 mil homens, a Bahia é o segundo estado do país em incidência do câncer de próstata / Foto Divulgação
Com estimativa de 89 casos para cada 100 mil homens, a Bahia é o segundo estado do país em incidência do câncer de próstata. O Rio de Janeiro lidera essa estatística com 93,84 casos para cada 100 mil homens, de acordo com a estimativa de taxas brutas do INCA.
O oncologista Rafael Batista, diretor médico do NOB Oncoclínicas, aponta que, para reverter esse quadro, é necessário conscientizar a população masculina sobre a importância das consultas e exames de rotina. “Os exames preventivos para o câncer de próstata são a melhor forma de diagnosticar a doença em fase inicial. O tumor tem cerca de 90% de chances de cura ao ser diagnosticado precocemente”.
A recomendação é que homens a partir dos 50 anos façam o exame clínico, de toque retal, e o teste de antígeno prostático anualmente para rastreamento da doença. Nos casos em que há histórico familiar, o cuidado deve ser ainda maior: os exames devem ser feitos a partir dos 45 anos.
Além da idade, o histórico familiar, fatores genéticos hereditários, obesidade e exposição ocupacional a agentes químicos também são fatores de risco para o desenvolvimento desse tipo de câncer, que acomete, principalmente, homens com mais de 65 anos.
SINTOMAS
Em seu estágio inicial, o tumor de próstata evolui de forma assintomática e silenciosa, e, geralmente, só apresenta sinais quando já está em fase mais avançada.
Os principais sintomas da doença podem ser semelhantes ao crescimento benigno da glândula, tendo como características dificuldade para urinar seguida de dor ou ardor, gotejamento prolongado no final, frequência urinária aumentada durante o dia ou à noite.
Em fase mais avançada, pode ocorrer a presença de sangue no sêmen, impotência sexual, além de outros desconfortos decorrentes de metástase em outros órgãos.
TRATAMENTOS
O tratamento depende do estágio e da agressividade em que o tumor se encontra. “O tratamento adotado deve ser individualizado, e o paciente deve ser esclarecido sobre os seus riscos e benefícios”, aponta o oncologista.
“Em casos iniciais e com características de baixa agressividade, o acompanhamento vigilante com consultas e exames periódicos deve ser discutido com o paciente, uma vez que é possível poupá-lo de algumas toxicidades que o tratamento pode causar. Nos outros casos de doença localizada, a cirurgia, a radioterapia associada ou não ao bloqueio hormonal e a braquiterapia, também conhecida como radioterapia interna, pode ser realizada com boas taxas de resposta”, conclui ele.
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