Saúde

Polícia investiga uso de metanol na limpeza de garrafas reaproveitadas em esquema de falsificação

06 de Outubro de 2025 - Redação Pernambués agora
[Polícia investiga uso de metanol na limpeza de garrafas reaproveitadas em esquema de falsificação]

Foto: Biodiesel Brasil

A Polícia Civil de São Paulo apura se a contaminação por metanol que já deixou dezenas de intoxicados no país pode estar relacionada ao uso da substância na higienização de garrafas utilizadas em bebidas falsificadas. Até o momento, essa é a principal linha investigativa.
O caso soma 11 mortes confirmadas em São Paulo, Pernambuco e Distrito Federal. Na Bahia, um episódio segue em análise, em Feira de Santana. Segundo os investigadores, grupos criminosos que atuam na falsificação podem estar utilizando o metanol não apenas para adulterar bebidas, mas também para lavar e desinfetar recipientes reutilizados.
De acordo com informações publicadas pelo jornal O Globo, garrafas originais de destilados como vodca, gin e uísque seriam coletadas em bares e restaurantes e revendidas a fábricas clandestinas. No processo de “limpeza”, o metanol acabaria permanecendo nos frascos, que depois seriam reabastecidos com o líquido adulterado — o que resultaria na intoxicação.
A hipótese surgiu após a polícia refazer o trajeto das bebidas consumidas pelas vítimas. Até agora, não foram identificados os responsáveis pela prática criminosa, nem a origem do metanol, produto que tem importação controlada.
As autoridades, porém, não descartam outra possibilidade: o uso direto do metanol para aumentar o volume de bebidas originais e, consequentemente, os lucros ilegais.

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