Saúde

Anvisa acelera análise de 20 canetas emagrecedoras após pedido do Ministério da Saúde

10 de Dezembro de 2025 - Redação Pernambués agora
[Anvisa acelera análise de 20 canetas emagrecedoras após pedido do Ministério da Saúde]

Foto: Reprodução

A Anvisa anunciou que irá acelerar a análise de 20 pedidos de registro de canetas emagrecedoras à base de liraglutida e semaglutida — substâncias presentes em medicamentos como Saxenda e Ozempic. A medida atende a uma solicitação do Ministério da Saúde e pode antecipar a chegada de novos produtos ao mercado de emagrecimento, marcado por forte crescimento.
A decisão, porém, gerou questionamentos de parte da indústria farmacêutica, que criticou a quebra da ordem de avaliação e argumentou que a priorização pode atrasar a liberação de outros tratamentos igualmente importantes.
Entre as empresas que terão seus pedidos analisados até 2025 estão a EMS, Megalabs e Momenta. Outras farmacêuticas, como Biomm, Cristália, Libbs, Aché e Brainfarma, também foram incluídas na fila prioritária.
Documentos obtidos via Lei de Acesso à Informação detalham que outros 14 pedidos deverão ter resposta em 2026 e três em 2027. A Anvisa afirma que a decisão prioriza medicamentos com potencial de fabricação nacional e que possam reduzir a dependência tecnológica do país.
O Ministério da Saúde também sinalizou interesse em, futuramente, incorporar algum desses medicamentos ao SUS — embora a primeira análise tenha sido negativa devido ao alto custo. Uma parceria entre a EMS e a Fiocruz está sendo estruturada para permitir transferência de tecnologia.
O debate ocorre em meio ao aumento expressivo do uso de emagrecedores e às preocupações sobre sua utilização para fins estéticos. Associações médicas alertam para riscos do consumo sem acompanhamento.
A corrida regulatória tem como pano de fundo a disputa em torno de patentes, especialmente a da semaglutida, cuja validade se encerra em março de 2026. A Novo Nordisk tenta estender a proteção e, paralelamente, contestou judicialmente o edital da Anvisa — sem sucesso na primeira decisão.
A EMS, primeira indústria nacional a obter registro para produtos com liraglutida, aguarda agora a liberação para comercializar sua própria semaglutida.

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