Casos de diabetes crescem 135% no Brasil em 18 anos, aponta Ministério da Saúde
30 de Janeiro de 2026 - Redação Pernambués agora
Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil
O número de adultos diagnosticados com diabetes no Brasil mais que dobrou nos últimos 18 anos. Entre 2006 e 2024, a taxa saltou de 5,5% para 12,9%, segundo dados do Vigitel 2025, levantamento que monitora fatores de risco e proteção para doenças crônicas não transmissíveis, como alimentação e prática de atividades físicas.
As informações foram destacadas pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, nesta quarta-feira (28), durante o lançamento da estratégia Viva Mais Brasil, iniciativa nacional voltada à promoção da saúde, prevenção de doenças crônicas e melhoria da qualidade de vida da população.
O levantamento também revela crescimento expressivo de outras condições no mesmo período: hipertensão (31%), obesidade (118%) e excesso de peso (47%). Diante desse cenário, o Ministério da Saúde anunciou investimento de R$ 340 milhões em políticas de incentivo à atividade física, incluindo a retomada do programa Academia da Saúde, que receberá R$ 40 milhões ainda em 2026.
Segundo Padilha, a ampliação do programa permitirá a contratação de profissionais e a expansão dos espaços vinculados às unidades básicas de saúde. “Esses ambientes contribuem para a redução do uso de medicamentos e fortalecem o convívio social, que também é fundamental para a saúde”, afirmou.
Atualmente, o país conta com 1.775 Academias da Saúde, e a previsão é credenciar mais 300 unidades até o fim do ano. A estratégia Viva Mais Brasil reúne ações integradas do SUS e do setor privado, com foco em alimentação saudável, atividade física, cuidado integral e acesso à informação.
O programa estabelece dez compromissos, entre eles o estímulo à vida ativa, redução do consumo de álcool e tabaco, fortalecimento da vacinação, promoção da saúde nas escolas e incentivo às práticas integrativas.
Mudança de hábitos
O Vigitel também aponta transformações nos padrões de comportamento da população. A prática de atividade física no deslocamento caiu, enquanto o exercício no tempo livre cresceu. Pela primeira vez, o estudo trouxe dados nacionais sobre o sono: 20,2% dos adultos dormem menos de seis horas por noite e 31,7% apresentam sintomas de insônia, especialmente mulheres.
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