Grávidas e crianças devem comer mais peixe, diz FDA
14 de Junho de 2014 - Piatã

A recomendação foi dada nesta terça-feira pelos órgãos de saúde americanos Food and Drug Administration (FDA) e Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos. Até então, as agências estipulavam um limite máximo de três porções semanais para o consumo do alimento. Diante de evidências científicas dos benefícios do peixe à saúde, passaram a recomendar pela primeira vez uma ingestão mínima.
"A ciência emergente agora nos diz que limitar ou evitar peixe durante a gravidez e os primeiros anos de vida da criança pode significar a perda de nutrientes importantes que têm um impacto positivo no crescimento e desenvolvimento, assim como na saúde em geral", disse, em comunicado, o cientista chefe do FDA, Stephen Ostroff. "Estudos muito consistentes demonstram benefícios às crianças quando as mães consomem mais peixe durante a gravidez, ou pelo menos a quantidade recomendada."
A recomendação do FDA inclui apenas os peixes com baixo teor de mercúrio — como salmão, atum, camarão e bacalhau — e não abrange o consumo de suplementos como os que contêm ômega-3, nutriente presente no alimento.
A quantidade de peixe recomendada, porém, está abaixo do que alguns estudos já sugeriram para que o bebê possa ser beneficiado. Uma extensa pesquisa publicada em 2007 na revista médica The Lancet, por exemplo, indicou que gestantes devem ingerir três porções ou mais de peixe por semana para surtir efeitos positivos no desenvolvimento do feto.
Em entrevista ao jornal The New York Times, Roger Newman, diretor de obstetrícia e ginecologia da Universidade da Carolina do Sul, disse estar decepcionado com as novas recomendações: para ele, a quantidade indicada deveria ser maior. "Mas prefiro pensar que eles estejam caminhando na direção certa", diz. "Os frutos do mar têm muitos benefícios nutricionais para grávidas, para o desenvolvimento fetal e para as crianças."
Benefícios — Pesquisas recentes mostram que o consumo de peixe também pode reduzir o risco de diversas doenças, incluindo câncer de mama, Alzheimer, infarto e artrite reumatoide. Um estudo da Universidade Harvard, nos Estados Unidos, publicado neste ano chegou a encontrar uma relação entre a ingestão do alimento e o aumento da expectativa de vida de idosos.
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