Saúde

Anvisa banirá emagrecedores nos próximos 60 dias

11 de Outubro de 2011 - Piatã

Farmácias brasileiras terão dois meses para retirar das prateleiras os inibidores de apetite à base de anfetaminas (anfepramona, femproporex e mazindol).

A decisão tomada na semana passada pela direção da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) foi oficializada ontem, pelo governo federal.

As medicações proibidas também não poderão ser prescritas por médicos, fabricadas no país e os atuais registros serão cancelados.

Continuam liberados os emagrecedores à base de sibutramina, mas seguindo as restrições quanto ao peso do paciente e à ausência de problemas cardíacos. Para fazer uso dessas medicações, no entanto, médico e paciente deverão assinar um termo de responsabilidade sobre os riscos à saúde. A única droga liberada para o tratamento da obesidade será o orlistate (Xenical), cuja ação acontece no intestino e não no sistema nervoso central, reduzindo em cerca de 30% a absorção de gordura.

Nas palavras do diretor-presidente da Anvisa e relator do processo, Dirceu Barbano, o prazo dado às farmácias serve para permitir que os usuários possam readaptar o tratamento. “Quase nenhum outro país tem sibutramina. As anfetaminas também estão diminuindo. E não há notícia de que isso piorou ou atrapalhou o tratamento da obesidade”, diz Barbano. Para ele, não há evidências suficientes que demonstrem que a perda de peso supera os riscos cardíacos que o uso dessas medicações pode vir a causar.



A endocrinologista Sílvia Jesuíno fala que a restrição da Anvisa impacta diretamente na vida dos brasileiros que tentam controlar a obesidade e o sobrepeso, pois reduz o arsenal terapêutico para conter o problema que acomete, aproximadamente, um bilhão de pessoas no mundo de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). “É o peso que se paga por um uso que deveria ter sido feito com critérios e apenas pelo especialista”, diz a médica.

Ela ressalta ainda que nesses anos de comercialização houve um abuso muito grande e que qualquer profissional prescrevia essas medicações sem preocupação com a situação real do paciente ou seu tempo de uso. “Os inibidores à base de anfetaminas produzem a taquifilaxia, que consiste no uso de doses cada vez maiores da medicação para que o efeito possa ser sentido, daí o uso ser restrito a três meses, no máximo”, explica a especialista.

As informações são do Correio 24 horas.

Comentários

Outras Notícias

[Gestores alertam: formação deficiente de médicos eleva riscos aos pacientes e custos na saúde]
Saúde

Gestores alertam: formação deficiente de médicos eleva riscos aos pacientes e custos na saúde

23 de Janeiro de 2026

Foto: Agência Brasil

[Terreiro em Cajazeiras é alvo de ataque com pichações de cunho religioso]
Justiça

Terreiro em Cajazeiras é alvo de ataque com pichações de cunho religioso

23 de Janeiro de 2026

Foto: Reprodução

[Sistema de Reconhecimento Facial já levou à prisão de 80 foragidos na Bahia em 2026]
Justiça

Sistema de Reconhecimento Facial já levou à prisão de 80 foragidos na Bahia em 2026

23 de Janeiro de 2026

Foto: Márcia Santana/Ascom SSP

[Reação de cachorro ao se exercitar e ao ganhar comida viraliza nas redes: “Só é feliz comendo”]
Brasil

Reação de cachorro ao se exercitar e ao ganhar comida viraliza nas redes: “Só é feliz comendo”

23 de Janeiro de 2026

Foto: Reprodução/Internet

[Suíca define pré-candidatura a deputado federal pelo PT para o pleito deste ano]
Política

Suíca define pré-candidatura a deputado federal pelo PT para o pleito deste ano

21 de Janeiro de 2026

O ex-vereador de Salvador Luiz Carlos Suíca (PT) confirmou sua pré-candidatura a deputado federal nas eleições deste ano.

[Interior da Bahia se destaca e quatro universidades alcançam nota máxima em Medicina no Enamed 2025]
Educação

Interior da Bahia se destaca e quatro universidades alcançam nota máxima em Medicina no Enamed 2025

21 de Janeiro de 2026

Foto montagem: Reprodução / Bahia Notícias