Álcool e cigarro são principais causas do câncer de laringe
31 de Outubro de 2011 - PiatãO hábito de fumar, associado ao de consumir bebidas alcoólicas, é apontado como uma das principais causas do câncer de laringe.
Na maior parte dos casos, a doença é tratável e as chances de cura estão acima dos 50%. Este tipo de câncer atinge muito mais homens que mulheres, afirma o oncologista Paulo Assis.
“O problema do câncer de laringe é que algumas pessoas não têm reposta ao tratamento conservador, da quimioterapia ou da radioterapia. Nestes casos, é preciso fazer a cirurgia de retirada de laringe, de mutilação do órgão, quando há perda da voz”, explicou.
Segundo ele, este é o tipo mais comum entre os tumores que atingem a região da cabeça e do pescoço. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), representa 25% dos tumores malignos nessa região e 2% de todos os cânceres. O tumor na laringe pode afetar a fala e a deglutição. Os primeiros sintomas são dores localizadas, sensação de caroço na região ou rouquidão.
Para se prevenir, o médico sugere que maus hábitos sejam abandonados. “A causa principal é o tabagismo, o álcool funciona como fator aditivo. São maus hábitos que desenvolvem não só câncer na região da cabeça e pescoço, como também câncer de pulmão, de esôfago e de intestino”, exemplificou. Os fumantes têm dez vezes mais chances de desenvolver a doença. Se a pssoa alia o cigarro à bebida alcoólica, as chances aumentam 43 vezes.
Cura - Assis afirma ainda que o tumor de laringe localizado, como o do Lula, é “altamente curável”, já que o câncer não chegou a se espalhar pelo organismo. A maioria dos casos é diagnosticada no início por causa dos sintomas aparentes, como a rouquidão crônica. “A pessoa percebe que continua rouco após três ou quatro semanas e procura um médico. Isso torna esse tipo de câncer de fácil diagnóstico”, completa o oncologista. O presidente Lula inicia o tratamento hoje, com quimioterapia em caráter ambulatorial e deverá durar três meses, informou a assessoria de comunicação do Hospital Sírio-Libanês.
Em geral, quando diagnosticado em seu estágio inicial, o câncer de garganta é tratado através de radioterapia e, se pequeno, removido por meio de uma cirurgia a laser. Na fase intermediária, a doença é tratada com quimioterapia e, se necessário, radioterapia. Já nos estágios avançados, o tratamento consiste em sessões de quimioterapia e, em uma segunda fase, quimioterapia aliada à radioterapia. Em todos os casos, inclusive nos mais avançados, os médicos evitam a cirurgia convencional por se tratar de um procedimento muito danoso.
“Os pacientes podem ficar roucos para sempre”, explica Buzaid. Os médicos do Hospital Sírio Libanês, que optaram pela quimioterapia no tratamento do ex-presidente Lula, afirmaram se tratar de um tumor pequeno, mas não informaram em que fase a doença foi diagnosticada.
Já o médico José Costa, cirurgião de cabeça e pescoço, diz que o consumo de álcool pode aumentar em até dez vezes as chances de uma pessoa desenvolver câncer em órgãos como laringe e boca. Já o cigarro aumenta em até 25 vezes as chances do surgimento da doença.
De acordo com o Instituto Nacional do Câncer, cerca de 2/3 dos tumores aparecem na corda vocal e 1/3 surgem na região localizada acima das cordas vocais. O câncer de laringe responde por 25% dos tumores malignos que atingem a região da cabeça e pescoço.
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